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All reviews - TV Shows (19)

The Passage

Posted : 10 years, 6 months ago on 13 May 2007 07:11 (A review of Battlestar Galactica)

(em portugues)
(originalmente publicado em [Link removed - login to see])
Graças aos deuses chegou o dia do décimo episódio da terceira temporada, abro o review do final do episódio, e com muita tristeza afinal foi um grande choque a morte de Louanne “Kat” Katraine, alguns personagens já morreram nessa temporada, mas a única morte de importância pra série foi a da Ellen e essa agora da Kat, afinal a personagem estava se tornando a grande rival de Starbuck, tinha virado CAG na ausência de Lee, que tinha se tornado comandante da Pegasus, enfim a personagem tinha certa importância para a série e eu tinha certo apego pela mesma, afinal ela se tornou piloto militar após os ataques, por necessidade dos humanos de terem pilotos, e acabou sendo melhor piloto que muitos que eram há muito mais tempo, inclusive alguns que a treinaram.

A Passagem

Feito os devidos registros vamos ao episódio para ver como a morte aconteceu, de cara vemos que a frota está com o seu armazenamento de comida reduzido devido a uma contaminação do mesmo, legal eles abordarem isso, pois pelo que me recordo até então não tinha sido comentado de onde propriamente dito vinha o alimento deles.
Athena vai em busca de uma passagem pra chegar a um planeta que teria grande número de algas, e que consequentemente serviria pra suprir as necessidades da frota, porém a alta radiação em torno do planeta impede o acesso a ele por isso a busca por uma passagem, que da nome ao episódio, para assim conseguir se chegar ao planeta.
Claro que a cylon mais uma vez salva os humanos conseguindo achar uma passagem, mas como é impossível levar o alimento a frota (devido ao grande número de viagens e da frota ficar desprotegida sem a Galactica) eles decidem levar a frota ao alimento, afinal já que Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé, então usando a passagem em meio à radiação e através de uma série de cinco saltos todos os humanos vão conseguir chegar ao planeta, o problema é que as naves civis ficam sem dradis (radar) devido a ela e não tem como a frota chegar ao planeta.
Portanto para as naves civis não se perderem os pilotos se tornam cada um responsável por passar as naves civis às coordenadas no meio da radiação, ai se fez o problema, os pilotos tem que achar logo a nave e passar para elas as coordenadas ou todos os tripulantes morrem devido à proteção das naves civis durar apenas alguns minutos (também não tem como a nave retornar por conta própria já que eles perdem a noção das próprias coordenadas devido ao salto).
Por isso também não podem os pilotos, por mais que os Raptors sejam mais resistentes que o normal, ficar muito tempo levando as naves ou eles morrem devido a ser exposto a alta dose de radiação, portanto é dado para eles um marcador, uma espécie de relógio de pulso, com um mostrador com o índice de radiação, no momento que ele começar a se deteriorar e ficar negro significa que o piloto vai morrer. E para piorar devido à nuvem de radiação em torno do planeta torna a visibilidade pavorosa deixando os pilotos mais perdidos que cego em tiroteio.
Então para evitar erros devido à fadiga eles decidem dar estimulantes aos pilotos, Kat que já teve problemas com o uso dos mesmos (acho que todos se lembram no episódio “Final Cut”) fica contrária:
“(...) Não podemos usar estimulantes!”
Kara não perde a chance pra meter o dedo na ferida da rival:
“Você costumava gostar de estimulantes, Kat”.
Não gostei da atitude da loira, afinal ela já cometeu muitos erros e não vejo ninguém jogando isso na cara dela. Mas acho que ela pode estar mal humorada devido ter terminado com Anders por mais que o rapaz sirva Kara sempre que possível não deve estar satisfazendo a sua ex da forma que ela gostaria, é falta de sexo é triste.
Outra atitude tomada é de temporariamente deixar parte dos civis na Galactica para caso as naves se perderam nem terem muitas baixas, é um desses civis que vai reconhecer a Kat, mas isso eu trato mais pra frente.
Nesse vai e vem de naves para realizar as cinco viagens começam as baixas, Hot-Dog perde a primeira, a Adriatic, depois é a vez de Kat perder a Carina, foi triste, pois por muito pouco a moça não conseguiu passar as coordenadas, ela chega a visualizar a nave, mas logo depois ela desaparece em meio às nuvens da nebulosa radiativa e eles tem que saltar já que o marcador começava a ficar negro.
Com certeza uma morte horrível devido à radiação, só de ver os efeitos que causa nos pilotos durante o breve período de exposição, como a queda de cabelo de Kat, fico imaginando os horrores que passaram os poucos tripulantes das naves que se perderam. Mas falta um salto, uma ultima viagem, que eu tratarei no final do review.
Outras cenas que foram importantes: às brigas por comida, como a que Kat não tem comida para dividir, Kara se estressa com a mesma falando que ela é egoísta, ou o diálogo de Tigh com Adama sobre como os tripulantes da frota tem se comportado devido à falta de comida, enfim foi bom ver esse sentimento humano de disputa quando as coisas ficam feias, afinal a gente vê isso todos os dias, infelizmente mais do que se gostaria de ver. E outra muito boa foi a da volta de Tigh ao CIC.

Basestar

D’Anna continua a sua busca entre o existente entre ‘a vida e a morte’ e continua tentando ver o rosto dos ‘cinco finais’ porém seu pequeno segredinho é descoberto logo por Gaius Baltar, o Doutor percebe a gosma (que tem no local aonde os cylons ressuscitam) deduzindo acertadamente que D’Anna anda se matando para fazer download e conseguir ver o ‘além’ durante a transição, Gaius que por sinal continua dividindo a cama com as duas cylons loiras, esse ai deve estar com a bola toda no mundo robótico.
Baltar continua se indagando se é ou não cylon, porém D’Anna diz não lembrar do rosto dos ‘cinco finais’ então Baltar decide que só a uma maneira de descobrir, aqui todos como eu devem ter achado que o doutor ia se matar como D’Anna, mas (in) felizmente ele apenas decidiu ‘falar’ com o Hibrido, Baltar põem a mão no líquido que o banha contra indicação de D’Anna, e tem o seu braço agarrado, após agarrá-lo o Híbrido passa uma mensagem para Baltar. Parecia ser uma daquelas doideiras do Híbrido, porém Baltar parece conseguir ‘traduzir’ ou melhor, decifrar (‘olho de vaca’ = Hera). Assim ele descobre que devem ir a um planeta escondido por uma nebulosa para chegar ao “Olho de Júpiter”, um possível artefato como “A Flecha de Apollo” (Júpiter marido de Hera; ‘olho do marido’). E lá desvendar a “mão nas sombras da luz” que parece ser a identidade dos ‘cinco finais’ (mão = dedos = cinco).

O Passado e a morte de Kat

Descobrimos nesse episódio também o passado de Kat, ou melhor, dizer Sasha?A menina encontra com um ex-namorado, mas diz que seu nome não é mais Sasha e sim Capitã Louanne Katrine, porém o ex rebate de imediato:
“Eles sabem quem você é?”
Levantando suspeitas sobre o que Kat fazia antes de se tornar piloto.
Durante os saltos Kara vê os dois discutindo e vai interrogar Enzo, após descobrir parte da verdade Kara bota Kat contra a parede, assim descobrimos que “Sasha” assumiu o nome Katrine, uma mulher que morreu dois dias antes dos ataques as colônias, e o passado sombrio de Kat é que ela era uma drogada e Enzo na verdade era o fornecedor dela, eles eram uma espécie de comunidade de criminosos, após levantar suspeitas de que os cylons podem ter usado de criminosos para chegar às colônias e que Katrine poderia ser uma traidora, Kara diz acreditar na moça e diz saber que ela é uma mulher inteligente, como diz o Almirante, sendo assim Kat pede pra Kara não contar o seu passado nebuloso para Adama, pois quer contar ela mesma, a loira olha pra Kat longamente nada responde, parecendo aceitar o pedido, Kara vira e vai embora.
Pessoalmente não gostei dessa tentativa de contar a vida de Kat só pra sua morte fazer sentido, foi uma chance de humanizá-la só pra morte dela chocar mais, além de desnecessário deixou mais evidente que ela ia morrer então no momento que ela fica em situação de escolher entre a vida dele e a dos civis a resposta já era sabida, acho que se eles queriam humanizar a moça podiam ter feito em outros episódios próximos, no anterior talvez, enfim eu não gostei disso apesar do episódio ser muito bom.
Enfim o último salto, a última cena da nossa Kat, primeiro ela se ‘despede’ em uma cena de sexo com Enzo, depois ela rouba, do armário de Helo ao que parece, um dos marcadores de radiação que não estava deteriorado já que o dela estava preto e ela não poderia pilotar.
Mas mais uma vez a moça perde a sua nave, a Faru Sadin, mas a radiação causa grandes danos a Galactica, portanto é hora de saltar, mas Kat se recusa a perder outra nave, ela desobedece à ordem de Adama e fica a procurar a nave se expondo a radiação mais do que deveria, ela se sacrifica mais consegue achar a Faru Sadin.
Ao chegar de volta a Galactica Kat é ovacionada por toda tripulação, mas ela sofre um colapso e desmaia. Muito bonito esse sacrifício que ela fez pra salvar a vida de outros, por mais que a vida de um piloto seja crucial para a frota, principalmente na atual situação de escassez de bons pilotos, uma vida nunca deve valer mais que várias, e seguindo esse raciocínio Kat sacrificou a sua para salvar várias.
Vendo a morte de perto, Kat chama Kara para ela poder partir sem mágoas da loira, as duas se acertam, mas quando a emoção começa a ficar mais forte, Kara fala que tem que ir e com lágrimas nos olhos ela deixa Katrine com um frasco de pílulas para dormir, provavelmente para o caso de Kat não agüentar as dores e cometer suicídio.
Sai Kara e chega Adama, o Almirante vem se despedir de Kat, ele vai visitar a moça para lhe promover novamente ao cargo de CAG, mesmo sabendo que Kat não vai sair viva dali, diante da homenagem Kat vê que tem a ultima chance de contar a verdade sobre seu passado a Adama, mas o Almirante diz já saber o suficiente, ele não se importa com o que aconteceu antes de Kat se tornar piloto para ele, apenas com o que ela fez durante esse período. Ele pega uma cadeira e senta, Kat se pergunta:
“Você... fica?”.
Adama responde:
“Oh... eu fico!”
E Kat parte, Adama promove ela para o posto de CAG na frente dos outros pilotos, e Kara encerra o episódio fincando uma foto de Kat no memorial, na parede da Galactica, com todos que faleceram ou estão desaparecidos, e assim com muita tristeza pela morte, mas dando parabéns pelo ato lindo que Kat fez, encerro meu review.

Curiosidades do episódio:
_A série usa roteiro semelhante ao da série original, em um determinado episódio em que a comida armazenada é contaminada e eles enfrentam problemas para conseguir comida em um planeta, no episódio seguinte que encerra a busca por comida uma mulher piloto de Viper acaba por falecer na cama do hospital.
_ Kara acaba por tachear a foto de Kat, perto da foto que Kat fincou no episódio “Scar”, que era da namorada de Reilly’s, um dos pilotos por Scar.
_Olmos sugeriu que os atores deveriam filmar após ficar um período de tempo sem comer, nem todos os atores adotaram a idéia.
_Durante os aplausos para Tigh no seu retorno ao CIC, vemos que Gaeta não parecia muito animado sendo um dos únicos que não aplaudiu, por motivos óbvios.
_ Na verdade Hera é esposa de Zeus, mas o equivalente de Zeus na mitologia romana é Júpiter, o equivalente de Hera é Juno.
_Há 41.420 sobreviventes, 2 a menos que no último episódio, provavelmente duas mortes não mostradas, ou até mais que duas mortes levando em conta que tenha nascido alguém.
_Pela segunda vez teve uma frase censurada pelo canal Sci-Fi, na cena da briga por comida, em que Kat diz ter dado a sua barra de proteína para o Dr.Cottle, Kara diz que ela deu uma “head” (piada para sexo oral) para Cottle.
_ Hot-Dog é agora o único dos três novatos que foram introduzidos no episódio “Act of Contrition” que está vivo.
_Em certo momento no memorial da pra ler “God rest your souls” (algo como “Deus cuide de nossas almas”) e não o tradicional “Gods rest your souls”, a única mancada que eu me lembro que feriu o até então inabalado politeísmo dos humanos. Com certeza o cara que se descuidou disso no episódio foi abandonado na Adriadic ou na Carina. hehehe


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Battlestar Galactica review

Posted : 10 years, 6 months ago on 6 May 2007 01:14 (A review of Battlestar Galactica)

Unfinished Business
(texto em português)
Sábado, graças aos Deuses chega mais um final de semana e com ele a proximidade de um feriado, muita gente deve ter aproveitado para viajar, mas sábado foi dia de Battlestar Galactica e quem viu com certeza não se arrependeu.
Depois de um episódio relativamente fraco, vamos dizer mediano, a série volta com tudo, para alguns esse episódio também não foi bom, mas pra mim foi um dos melhores da temporada sem dúvida, a fórmula de Battlestar Galactica muda um pouco, saímos dos confrontos de naves para as lutas corporais, saímos da busca pela Terra pra revirar o passado dos personagens, durante o salto de mais de um ano que a série deu no final da temporada passada, então voltamos pra Nova Caprica, Baltar presidente, Ellen viva, Adama de bigode, Kara de cabelão e a população indo morar no planeta até a chegada dos cylons.
A idéia do Almirante Adama de utilizar o boxe, antiga tradição militar para solucionar os conflitos, foi demais, afinal nada melhor do que socar quem nos esta irritando para podermos seguir em frente. Afinal muitas personagens demonstravam certos ressentimentos que não sabíamos o motivo.
E nesse episódio finalmente conseguimos descobrir o porquê de certos problemas com os personagens, certas mudanças de comportamento que passaram despercebidas pra muitos, ficaram explicadas, por exemplo, o casamento de Kara com Anders fez todo sentido do mundo, afinal à personagem assim como muitas pessoas da vida real tem medo de compromisso tem medo de se apaixonar por alguém que possa magoá-la, sendo assim ela prefere magoar primeiro e foi o que ela fez com Lee se casando com o Anders. Mais isso vemos ver melhor mais pra frente no review.

Luta - Lee vs Agathon.

A razão das lutas é desafiar alguém que você teve um problema, eliminar a frustração, o rancor, e nada mais óbvio que o problema de Lee com Helo, Lee abomina os cylons e deixa isso sempre bem claro, ele demonstra até certo desprezo pela mulher de Helo, Athena, e, além disso, Helo foi quem sabotou os planos de genocídio de Lee. O episódio tem inicio com a luta dos dois. Agora quem desafiou quem é a questão.
Kara chega, depois de dormir com Anders, com a luta já correndo e deixa explícita sua torcida pra Helo, enquanto vemos nos flashbacks seu envolvimento com Lee em Nova Caprica.
Apollo cai, levanta, mas muito zonzo ainda, Cottle intervém após o Tigh, que era o árbitro da luta, permitir sua entrada, o doutor percebe que Lee não tem condição para seguir na luta e dá a vitória a Helo Agathon.
Após sair do ringue Apollo ainda tem que escutar Starbuck tirando sarro da sua cara, Lee decide ir embora, mas após provocações de Lara ele decide ficar e ambos se preparam para a luta. Assim começam as lutas principais do episódio e os flashbacks.

Flashback

Vemos como começou a construção das habitações em Nova Caprica, descobrimos que Lee teve uma noite de amor com Kara, Roslin e Adama bem próximos conversando sobre o futuro. Tudo de forma breve, até que finalmente temos o primeiro grande flashback.
Baltar discursando em Nova Caprica, Duck (aquele que virou homem-bomba) aparece ouvindo atentamente, findo o discurso se iniciam as festividades.
Ellen aparece também ao lado do Coronel Tigh, que ainda tinha os dois olhos, o casal aparece bebendo obviamente, Tigh parece uns 10 anos mais novo que atualmente na Galactica.
Roslin e Adama será que a proximidade que os dois sempre tiveram finalmente passou da amizade para algo mais? O episódio não é explicito quanto a isso, mas eu pessoalmente acredito que sim os dois, assim como Kara e Lee, tiveram uma (ou mais) noite(s) de amor em Nova Caprica, agora será que eles continuam se ‘encontrado’ secretamente ou foi aconteceu ali em Nova Caprica e nunca mais?
Foi legal for o ‘casal’ olhando as estrelas, Roslin deitada no peito de Adama, também teve eles sentados no leito do que era um rio, eles fumando, bebendo, conversando, enfim coladinhos o episódio inteiro, e os olhares entre os dois indicam que a relação entre eles é de mais que somente amigos, mas isso é minha opinião pessoal.
Em outro flashback Almirante Adama e Chief Tyrol, Tyrol descobre da gravidez de Cally, ambos querem se mudar para Nova Caprica, afinal criar um filho em uma nave de batalha militar não parece ser boa idéia, mas o Almirante proíbe.
Depois de muito refletir Adama acaba dando a permissão pra que ambos se mudem pra Nova Caprica, criar o seu filho em terra, porém parece que não foi a melhor decisão afinal os cylons chegam e todos sabemos os apuros que Tyrol passa e principalmente Cally.
E no principal flashback Lee e Kara aparecem na sua noite de amor, ambos gritaram seu amor pra quem quisesse ouvir, não que tivesse alguém, mas o simbolismo do ato que importou ali, mas pra Kara foi apenas coisa de momento, no dia seguinte ela acorda deixa Lee sozinho e se casa com Anders.

Luta – Hot-dog vs Starbuck

Hot-Dog tem sua vez de escolher com quem lutar e o rapaz franzino escolhe logo Starbuck, a reação da loira é dar risadas:
“Só pode ser brincadeira”.
A luta começa Hot-Dog até ensaia alguns golpes, porém Kara inspirada por visões de Lee em Nova Caprica, bate em Hot-Dog como se batesse no filho de Adama, e derruba o rapaz rapidamente, nocaute, não deu nem graça essa luta. Pobre Hot-Dog fica caído na lona sem saber o rumo de casa.

Luta – Almirante Adama vs Chief Tyrol
Vimos os problemas que Adama ‘criou’ para Tyrol nos flashbacks. Sendo assim Adama reflete e vê a necessidade que Tyrol tem de extravasar os seus problemas e quem melhor pra apanhar de Tyrol que o próprio Adama? Então Adama sobe no ringue e chama Tyrol pro pau.
“Chief suba essa bunda gorda e preguiçosa aqui”.
Tyrol fica tranqüilo e fala pra Cally
“É um homem velho, ficarei bem, não é a sério mesmo (se referindo a luta)”.
É mas foi mais sério do que se supunha, não chegou nem perto de ser o funeral de Adama como Tigh proclamou, mas o Almirante partiu com tudo deu uns bons sopapos em Tyrol pra provocar a ira do Chief, logo que começa a luta um belo soco e já manda Tyrol pra lona, mas depois disso Adama apanhou muito. E óbvio Tyrol ganha. Mas quem ganha de verdade é Adama afinal como ele mesmo disse:
“Eu não vou ganhar”.
Mas sua missão ali não era ganhar a luta, mas sim fazer com que Tyrol seguisse em frente e esquecesse os problemas que teve durante a ocupação cylon. Adama termina a luta com um belo discurso que demonstrou que ele também se sendo culpado por muitos que estavam na Galactica terem passado pelos apuros de Nova Caprica.
Tigh acaba com a festa, mas não para Kara, ela ainda tem fôlego pra uma última luta e óbvio que ela será com Lee.

Luta – Starbuck vs Apollo
(e os problemas de Lee e Dualla; Anders e Kara).

Cena boa logo no inicio do episódio, que inclusive foi citada rapidamente, foi ver que mesmo após ter terminado com Anders, Starbuck estava na cama dele. Necessidade provavelmente, afinal como ela mesmo disse:
“Exatamente o que eu precisava”.
Anders ironicamente responde:
“Feliz por ter lhe servido”.
Finalmente no flashback vimos como os respectivos se casam (Apollo com Dee e Starbuck com Anders) durante o período de residência em Nova Caprica, foi legal também ver Kara e Lee dançando, a troca de olhares entre os dois e toda a aproximação e retração que aconteceu no relacionamento deles.
Mas enfim vamos à luta, que é fenomenal, Kara foi quem desafiou Lee, os dois parecem tentar se matar segundo Anders, mas como bem disse Dualla isso é um ponto de vista (afinal sabemos que eles estão longe de querer se matar de verdade), Lee derruba Kara ela levanta dando uma ‘rasteira’ nele e somos remetidos ao flashback que mostra como ela casou com Anders, é realmente ela deu uma rasteira nele.
Acho que eles realmente precisavam lutar para poder voltarem a ter no mínimo uma convivência harmoniosa. Principalmente depois do casamento de Kara com Anders (sendo que ela o pediu em casamento) e com toda a mágoa que ficou entre eles.
A luta acaba com ambos se abraçando de maneira comovente, o amor deles é muito grande, mas na maioria das vezes só amor não basta, será que aqui é o caso? Kara diz pra Lee:
“Senti sua falta”.
E o rapaz responde:
“Senti sua falta também”.
Portanto a luta se encerra sem vencedor propriamente dito, mas pessoalmente pra mim ambos venceram. Agora como vão ficar os outros envolvidos (Anders e Dualla) com essa reaproximação deles só vamos saber nos próximos episódios.
Nesse episódio a história não avançou, pelo contrário foi mostrar coisas que já haviam acontecido (por mais que não soubéssemos delas), mas às vezes para dar um passo a frente é preciso dar um passo atrás, isso vale para o episódio em si como também para o relacionamento conturbado dos tripulantes da frota, como também para os relacionamentos humanos na vida real.

Curiosidades do episódio
_ É o primeiro episódio dessa temporada aonde a número três não aparece, por sinal nem os cylons apareceram.
_ O número de sobreviventes é de 41,422; um a mais que no episódio anterior, ou seja, nasceu uma criança na frota.
_ Jamie Bamber (o Apollo) pinta os cabelos para ficar com a cor mais semelhante a do Adama, a sua cor natural é mais clara, isso foi notado pelas fãs ao perceber os pelos claros no peito do rapaz durante o episódio.
_ Outras lutas – Kat vs X (personagem feminino não identificado) Kat foi a vencedora; Fischer vs X (personagem masculino não identificado) Fischer vencedor


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Posted : 10 years, 7 months ago on 26 April 2007 03:33 (A review of Battlestar Galactica)

(texto em português)
Graças aos Deuses, mais um sábado, mais um episódio e mais um review para debatermos. Depois da polêmica da última semana e de um episódio que particularmente me agradou muito o episódio dessa semana na minha humilde opinião é um dos piores da série, nada de memorável, nada digno de ser debatido, nenhuma grande cena de ação, uma história pouco convincente e somente algo muito importante a ser comentado, os humanos, na pessoa do Adama, podem ter motivado de verdade o ataque dos cylons as colônias.
Como eu tentei explicar no último review, seriam os cylons os verdadeiros ‘culpados’ dos ataques porque simplesmente resolveram eliminar os humanos ou teriam eles uma motivação especial diante de fatos que os levaram a crer que os humanos podiam estar planejando a sua eliminação? Foi um ataque despropositado ou um ataque preventivo?
Cada um terá sua opinião acerca do tema e com certeza será o único fator de extrema relevância a ser debatido nesse episódio, uma pena, pois eu gostava do Carl Lumbly em “Alias”, mas achei que ele foi muito mal aproveitado neste episódio como Bulldog, a esperança é talvez o personagem retornar ou virar fixo na série quem sabe.
Bom vamos ao episódio em si, na Galactica tem inicio um possível ataque cylon, a formação dos raiders não é a habitual, o Almirante manda a patrulha, no caso Kat e Kara, pra investigar, mas antes mesmo delas chegaram Dualla percebe que se trata de uma perseguição de dois Raiders a um terceiro. Adama não pensou o mesmo que eu a ver a cena:
“Que loucura é essa?”.
Kat e Kara chegam aos raiders, destroem os dois com facilidade, mas o terceiro que estava sendo perseguido escapa e se dirige direto pra Galactica (!!!) no exato momento que eu temia algum problema mais sério Bulldog fala com a Galactica que escapou de lá. Nesse momento acho que todos se perguntaram quem raios é Bulldog? Escapou de lá aonde? Adama acha que era um truque, mas acaba por perceber que pode se trata de um antigo piloto seu que havia sido capturada durante uma missão e que provavelmente havia conseguido escapar dos cylons.
B aterrissa, na série e na nave, Galactica. Adama reconhece o seu antigo piloto que bate continência pra seu antigo comandante, mas fica a pergunta teria Bulldog realmente fugido ou seria ele na verdade um cylon disfarçado ou teria ele feito um acordo com os cylons para fugir?
Nas cenas seguintes essas perguntas são respondidas, logo de cara o Dr. Cottle compara o DNA do antigo piloto com amostras existentes no seu registro militar e elas confirmam que é ele não é um cylon e é mesmo o antigo piloto Daniel Novacek (ou Dany como lhe chama o Almirante).
Ao ser questionado por Adama como conseguiu fugir ele demonstra bom humor:
“O alojamento era medíocre, o serviço lento, e chegou um momento em que pensei que o estabelecimento nada mais tinha a me oferecer, portanto eu parti”.
Mas ao ser indagado mais uma vez por Adama, que ficou feliz por saber que os cylons não haviam destruído o senso de humor de Dany, ele conta o que aconteceu de verdade. Preso em uma cela Dany sofria uma tortura psicológica da número Três quando num descuido da mesma ele desferiu um soco no nariz da cylon, que caiu no chão deformada e mortinha da silva, ele também cita que existia um vírus infectando os cylons, que ele se aproveitou disso para conseguir fugir.
Na Colonial One após tentar organizar uma homenagem aos 45 anos de dedicação de Adama como militar, Roslin se reuniu com Bulldog perguntando como ele foi capturado pelos cylons, ele conta o que aconteceu Adama completa contando uma mentira tentando resolver a situação, porém Roslin percebe e pergunta o que de fato aconteceu, mas William Adama resolve manter o seu segredo pra presidente.
Adama vai procurar Tigh pra conversar e avisar do retorno de Bulldog, Tigh que estava tomando as suas biritinhas fica chocado com o anúncio do Almirante, mas não entende o porquê de Adama ir conversar com ele, depois se da conta do fato e começa a pressionar Adama, o Almirante fala que passado é passado e Tigh retruca:
“Você bebeu.”
Vindo de Tigh naquele momento ainda por cima não teve como não dar risada
Adama percebe que é impossível conversar com o ex-coronel e vai se reunir com seu filho Lee pra desabafar, e finalmente vamos descobrir o que Adama queria conversar com Tigh, o que se passou com Bulldog e a Valkyrie, Adama abateu a nave de Bulldog, pois não podia arriscar que os cylons tivessem conhecimento da presença humana naquele local. Adama o fez para preservar a missão, mas para azar ou sorte dele e de Bulldog, o piloto acabou por ser capturado por um raider cylon e sobreviveu.
Como vimos no começo em uma reunião entre militares Adama estava em uma missão secreta para investigar algo, na hora não soubemos o que, mas durante a conversa com Lee é revelado que Adama estava investigando a possibilidade de um ataque dos cylons. Mas durante a investigação Adama acabou cometendo um ato de guerra, o que para os cylons pode ter sido a tentativa de se bolar um ataque, o que pode ter acabado motivando o ataque cylon às colônias.
Descobrimos também que por conta dessa mal fadada missão Adama acabou indo parar no comando da nave que ia se tornar um museu, Battlestar Galactica.
Durante a conversa com Lee vemos a visão de Adama sobre a missão, para ele seu ato originou os ataques às colônias, para ele com aquele ato ele comprovou que:
“(...) Éramos ávidos por guerra como pensavam que éramos. E eu deixei-lhes apenas uma escolha: nos atacar antes que os atacássemos.”
Logo após Adama sair do quarto de Tigh, Dany vai visitar o ‘caolho bêbado’ Saul e assim Tigh ganha um companheiro de bebida. Conversando Tigh se dá conta que Bulldog não sabe do abate da sua nave por Adama e que sobrou pra ele a missão de contar o que Adama não quis contar:
“Aquele filho da #%$@”
Kara investiga os vídeos da chegada de Bulldog e percebe que os raiders estavam encenando a sua perseguição a nave, Starbuck avisa Tigh, eles indagam e se dão conta de que os cylons não o deixariam escapar assim sem um plano afinal foi muita coincidência Bulldog saber do vírus conseguir fugir e achar a frota no meio do espaço por um mero acaso.
Assim desvendamos o problema, Dany não fugiu, na verdade os cylons o deixaram fugir, para que ele ao chegar à Galactica e buscar vingança de quem o abateu talvez até eles soubesse que ele tomaria conhecimento de quem o abateu foi Adama e tentasse se vingar do Almirante.
Novacek pede para que o Almirante apareça no seu quarto, Adama vai de imediato e cai na armadilha, Bulldog prende Adama e começa a revelar seu martírio:
“Que estúpido idiota cheio de esperança eu era. Eu não parava de me dizer “Resista mais um pouco Bulldog, Bill Adama esta vindo. (...) Ele não vai deixar um homem para trás. Resista” Mas você não veio“.
Assim Bulldog está perto de realizar o desejo dos cylons e executar sua vingança, ele conta que fugiu porque eles haviam ‘esquecido’ a porta aberta da sua cela. Adama percebe rapidamente e diz que foi assim que eles o deixaram escapar. Bulldog vai desferir o golpe mortal em Adama, quando aparece um fardado Saul Tigh para salvar o dia. Tigh se deu conta do quanto os cylons conseguiram seu objetivo fazendo com que ele (durante Nova Caprica) a mesma manipulação em busca de vingança que fizeram com Dany.
De volta a Colonial One vemos que William Adama pede a sua demissão a Roslin pelo ocorrido, mas óbvio que Roslin não aceita como ainda entrega a medalha de distinção pelos 45 anos de serviços militares prestados. Adama não aceita, mas ela diz que ele tem que fazer pela frota, pois eles terão assim o que mais têm necessidade:
“Um Herói”.
E que essa é a punição dele ainda que isso o mate.
Por fim Bulldog está de partida da Galactica mas nesse momento chega Adama e lhe entrega sua farda de piloto, Dany recusa afinal após tudo que ele fez, provavelmente assim como Adama pediu sua demissão ele não se sente à vontade para voltar a ser um militar depois do que fez, mas Adama diz:
“Você não vai se livrar tão facilmente de mim. Uma vez piloto sempre piloto”.
Na Basestar D’Anna tem um pesadelo em que está na Galactica e é perseguida por humanos, até que encontra uma porta escrita “Fim da Linha” (um referência clara ao episódio Torn em que o hybrido repetia insistentemente esta frase, além claro da interpretação óbvia) e ela é alvejada pelos humanos sendo morta, ela assim acorda e pra nossa surpresa vemos os cylons não são monogâmicos (!!!) e que ela esta confortavelmente ‘dormindo’ ao lado de Baltar e da Caprica em uma cama king size, após torturar Baltar parece que ela acabou se aliando ao humano.
Em conversa futura com a Seis D’Anna acha que o sonho é Deus tentando lhe dizer algo, não sabe ainda o que é, mas é algo importante, assim D’Anna vai a um centurião e pede pra que ele a execute e depois apague o comando da memória, surpreendente uma máquina que não pode morrer suicida.
Parece que o plano que a número três tinha, seja ele qual for, dá certo, ela faz o download e percebe: existe algo de maravilhoso entre a vida e a morte, mas o que ela quis dizer com isso eu não faço idéia, talvez ela tenha descoberto qual a mensagem importante que Deus tinha para ela.
E o episódio chega ao fim com a reaproximação de Tigh e Adama, após salvar a vida do amigo Tigh resolve conversar, mas não sabe o que Adama percebe que Tigh precisa expurgar os seus pecados e seus problemas contando tudo que aconteceu em Nova Caprica em especial a morte de Ellen.
Curiosidades do episódio:
_O número de sobreviventes é de 41,421 um acréscimo de uma pessoa na contagem anterior, o sobrevivente Daniel “Bulldog” Novacek.
_A nave Stealth de Bulldog é capitada no dradis, algo que não deveria ocorrer como aconteceu no episódio “Flitht of The Phoenix”.
_A Battlestar Valkyria era a de número 41.
_Adama indicou seu filho Lee Adama como seu sucessor no comando da Frota.
_O escritório do Almirante Corman’s é decorado com vários objetos de guerra, tal qual era o da Almirante Cain, sem dúvida sujeitos que apreciam uma boa guerra.
_Uma cena em que Adama fala a Bulldog de sua “bullshit attitude” (algo como atitude de merda) foi censurada nos Estados Unidos, porém acabou indo ao ar na internet (iTunes e em outros canais pelo mundo como por exemplo no Canadá).
_Foi revelado pelo roteirista no seu ‘poadcast’ após o episódio que a visão de D’Anna em uma ópera, era uma visão com os cinco cylons desconhecidos, os denominados cylons finais.


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03x07-Battlestar Galactica- A Measure of

Posted : 10 years, 7 months ago on 20 April 2007 05:14 (A review of Battlestar Galactica)

(texto em portugues)
A Measure of Salvation
Graças aos deuses chega mais um sábado e com ele mais um episódio de Battlestar Galactica e assim vamos ao sétimo episódio da terceira temporada, que esta sendo bem diferente das anteriores, mas com a qualidade tão boa quanto.
Genocídio foi à palavra chave desse episódio, antes de mais nada acho que a humanidade já viu o suficiente de raças, povos sendo exterminados a troco de nada, guerras étnicas como em Ruanda aonde mais de 800mil morreram, guerras políticas e monetárias como a do Iraque aonde dados extra-oficiais (leia não reconhecidos pelos estadunidenses) mostram mais de 650mil mortos, todos esses números e essas guerras não se comparam ao Genocídio, esse com letra maiúscula mesmo, dos judeus, estimativas dizem mais de 5 milhões de mortos durante o Holocausto, a loucura de Hitler exterminou um povo e a série Battlestar Galactica, na minha humilde opinião, tratou do tema genocídio com uma maturidade e sensibilidade espetacular, dada essas considerações vamos ao episódio.
Após Athena ter encontrado a nebulosa da cabeça de leão e a Basestar abandonada, ela reza aos deuses, e avisa a Galactica da situação (assim terminou o episódio anterior, Torn) então logo de cara vemos Raptors tripulados, liderado por Apollo e Athena, pousando na Basestar pra averiguar o que acontece com a nave.
A equipe enviada a Basestar adentra a nave e descobre os corpos dos humanóides cylons, Athena tenta acessar os dados do Hibrido, mas não consegue nesse momento os humanos começam a perceber que alguns dos cylons infectados na verdade ainda estão vivos, os cylons explicam a Athena o que aconteceu, o artefato que foi recolhido naquela coordenada tinha um vírus, o qual estava matando a raça deles.
Como vimos Baltar entrar na nave no último episódio e sair de lá bem, sabemos que os humanos não corriam riscos, porém Athena por ser uma cylon pode ser infectada, mas como os humanos não sabem que eles não correm riscos, o Dr. Cottle prepara a quarentena para os que retornam da Basestar e pede pra eles trazerem o satélite e os prisioneiros, Adama afirma que não existe a possibilidade de trazer o satélite a bordo, pois esse poderia infectar a todos.
Nesse exato momento que os humanos retornam a Galactica, a Basestar se explode, mas por sorte eles já estavam distantes o suficiente da nave e nada aconteceu aos tripulantes dos Raptors.
De volta a Galactica Cottle descobre que o vírus não infecta os humanos, só os cylons, neste momento Athena é deixada isolada na quarentena, Cottle ainda não tem o resultado do exame de sangue da mesma, a pergunta que me surge é se o vírus só infecta os cylons, e o único cylon na nave é Athena, por que raios deixá-la na quarentena? Mas como vimos ela não estava sequer infectada por conta dos anticorpos humanos que adquiriu durante a gravidez.
Cottle examina os cylons prisioneiros, acaba por descobrir o vírus e a sua cura, mas ela precisa ser ministrada em períodos regulares, ou seja, os cylons infectados podem ser curados, assim Athena mesmo que infectada esta a salvo, mas Roslin comenta:
“Devo fazer a pergunta óbvia?”
Evidente eles não tem intenção nenhuma de manter os cylons vivos, mas Helo sugere mantê-los vivos por um tempo para interrogá-los, Adama concorda e eles decidem por ora não matar os cylons e tentar trocar informações pela cura.
Assim eles chamam o cylon Simon pra interrogatório, ele explica da infecção e conta que eles foram abandonados, pois caso ressuscitassem eles levariam o vírus ao fazer o download e infectariam toda a raça. Após ser questionado pelo Almirante Simon revela também que os cylons estavam naquele local devido a instruções de Baltar, o que com certeza não deixou Adama nem um pouco feliz.
Nesse momento começa o ápice do episódio, Lee tem a idéia do genocídio, simples até, uma vez que os prisioneiros não podem fazer o download para não infectar toda raça cylon, mas eles não estão curados, o medicamento apenas os deixa sobreviver normalmente, mas o vírus ainda permanece logo os humanos matam os prisioneiros perto de uma nave da Ressurreição infectando assim todos os cylons.
Agora me pergunto vale o olho por olho, dente por dente defendido por Lee? Se os cylons erraram a cometer um genocídio dos mais absurdos, fazer o mesmo com eles não seria se tornar igual a eles? Bom eu deixo claro a minha posição desde o início e só por formular essas perguntas já fica evidente que eu concordo com o Helo, mas gostaria que quem discorda explicasse o porquê e apontasse os motivos, pois sinceramente não vejo por onde defender moralmente a idéia do Lee, idéia essa apoiada por todos os líderes da frota ao que parece.
Assim Helo se questiona ao ver todos sequer pensarem no que faziam pergunta:
“Um Genocídio? É isso que fazemos agora?”.
Mas Lee defende que os cylons não são humanos, bom assim como os hutus defendiam essas idéias a cerda dos tutsi em Ruanda, assim como os nazistas defendiam isso em relação aos judeus e etc.
Continuando com a cena na Colonial One, Helo segue defendendo seu ponto de vista afirmando que ao cometer genocídio os humanos se tornariam iguais aos cylons, Roslin alega que os cylons atacaram primeiro logo legitimam o genocídio, nesse momento Helo comete a meu ver uma grande gafe:
“Eles tentaram viver conosco em Nova Caprica.”
Roslin não se conforma com o que ouviu, dizer que uma invasão, uma ocupação, foi uma tentativa de viver junto, ela releva o que Helo disse e diz:
“Vou fingir que não escutei nada”.
Helo segue falando, diz que se eles cometerem o genocídio eles perderam um pedaço de suas almas, cita Athena, fala que ela é mais humana que muitos humanos e como eles podem saber que não existem outros cylons assim? Ele termina dizendo:
“(...) Exterminá-los com uma arma biológica é um crime contra...humanidade”.
Eu aqui concordo com ele, não por que os cylons são humanos, mas porque seria um crime contra os próprios humanos, contra a nossa forma de pensar, contra nossa moral, nossos valores, contra o que é certo e errado como bem disse Helo.
Helo conta pra Athena no genocídio, a cylon chora, mas não ameaça fazer nada pra salvar sua raça do genocídio, ela apenas diz ao marido que vai manter a palavra de lealdade aos humanos, mesmo que seja pra dizer que ela é a ultima cylon do universo. Será que ela vai manter essa frase quando descobrir que sua filha está viva?
E os humanos seguem com o plano adiante, saltam para próximo dos cylons e esperam ser atacados para executarem os prisioneiros, mas Helo tem outro plano, matar os cylons, retirando-lhes o ar, antes da nave da Ressurreição se aproximar evitando assim o genocídio, Gaeta da à ordem para que se executem os prisioneiros, mas ao chegar lá o plano de Helo havia dado certo, os cylons já estavam mortos.
A Galactica salta para longe dos cylons, o plano não funcionou, Adama ao investigar descobre como morreram os cylons, ele sabe que foi Helo ou Athena quem cometeu o ato, mas surpreendentemente da uma de Roslin e o perdoa, simplesmente não fará uma investigação para descobrir o(s)s culpado(s). Ao contrário de Roslin que dessa fez pelo jeito queria a cabeça de Helo ou Athena e fala para o Almirante
“Que conveniente!”
Eles terminam a conversa constando após informações de Cottle, que o vírus tem 3000 anos, que o satélite foi deixado ali pela 13 Colônia, assim sendo eles estão no caminho certo rumo a Terra, mas os cylons também.
Na Basestar de Gaius, ele é acorda e é sabatinado pela Caprica e por D’Anna, sendo assim Baltar acaba admitindo que descobriu o satélite, mas que não tinha nada a ver com o vírus, mas como mesmo que isso fosse verdade essa seria a sua resposta as cylons não se convencem. Baltar ainda alega ao se referir ao satélite:
“(...) Eu teria contado a vocês antes, mas não era o caso”.
é agora que ele corre risco de morte se tornou o caso.
Nesse momento um centurião se aproxima, achei que Gaius ia ser morto ali de imediato, mas as cylons “só” queriam torturá-lo para ver se ele estava mentindo ou não. Mais uma vez a Seis aparece em sua mente na praia e tenta fazê-lo passar pela tortura, detalhe a cena é extremamente semelhante a do ultimo episódio, isso por que ela inicialmente foi gravada pra esse episódio mais acabou sendo utilizada também no anterior, por isso a semelhança.
Gaius instruído pela Seis acaba conseguindo superar a tortura e consegue através do sexo com a cylon em sua mente endurecer a tortura e mostrar fibra a D’Anna:
“Quero que você acredite em mim. Não pare, por favor, não pare.”
Engraçada a cena Baltar pedia mais sexo e recebeu em troca mais tortura, mas ele acaba por convencer D’Anna ao que parece.
Pra finalizar o tema Helo se pergunta e eu pergunto a vocês:
“Fiz o que julgava certo, se cometi um erro tudo bem posso viver com isso”.
Então termino perguntando: Helo cometeu um erro?
Curiosidades do episódio:
_ População 41,420; duas mortes do último episódio para este, mortes não mostradas em cena.
_O tema do episódio sobre o vírus, foi baseado em um acontecimento real, em 1967 antes do lançamento de uma nave, a câmera foi infectada com uma bactéria, quando a câmera foi resgatada pela nave Apollo 12 a bactéria voltou à vida, após 2 anos e meio no vácuo, tendo sobrevivido a temperaturas extremas e radiação.
_Primeiro episódio da série que Tigh não aparece, cumprindo a promessa a Adama de que ele ia desaparecer (?). Os únicos personagens agora que apareceram em todos os episódios foram Roslin e Adama, sendo o segundo inconsciente em uma cama em várias cenas durante a segunda temporada.
_Starbuck recebeu de volta licença para voar, provavelmente por seus atos mais humanos no final do episódio anterior.
_Helo foi promovido a capitão.

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03x06 - Battlestar Galactica - Torn

Posted : 10 years, 7 months ago on 20 April 2007 05:10 (A review of Battlestar Galactica)

(texto em portugues)
Graças aos Deuses chega mais um sábado, tendo sexta-feira como feriado boa parte das pessoas devem ter ido viajar, mas quem preferiu ficar em casa e assistiu Battlestar Galactica não deve ter se arrependido.
Com certeza a qualidade que tem esse episódio resulta nas atuações de James Callis, Edward James Olmos e Michael Hogan, respectivamente Gaius Baltar, Almirante William Adama e Coronel Saul Tigh. O elenco inteiro de Battlestar Galactica é maravilhoso, mas nesse episódio pra mim os três foram destaques. E a trama voltou finalmente pra algo que estava meio abandonado desde o finalzinho da segunda temporada, o seu eixo principal, a busca da Terra.
No episódio vimos como foi definido o destino de Baltar, ‘ameaçado’ de morte caso não ajudasse a encontrar o caminho pra Terra, Baltar aposta suas fichas na provável localização do planeta, uma vez que ele tinha acesso às descobertas das coordenadas e aos mapas encontrados em Kobol e acaba sendo poupado pelos cylons.
Surpreendente o interesse dos cylons em descobrirem a localização da Terra, mas D’Anna define o que eles querem com o planeta ao ser questionada por Baltar:
“Sim, nós decidimos que a Terra será nosso novo lar”.
Assim Baltar interpreta as escrituras e os mapas, tal qual faz Gaeta a bordo da Galactica, e ambos chegam à mesma conclusão que são duas estrelas, uma nebulosa, que forma uma cabeça de leão, e que as estrelas pulsam, cintilam, uma em azul outra em vermelho, tal qual as escrituras de Pythia definem, e assim os cylons vão investigar as coordenadas dadas por Baltar, e na Galactica começa a “caçada ao leão” como definiu Roslin.
Na Galactica temos a melhor definição da forma de agir de Baltar dada até agora Gaeta diz a Roslin que ele tem uma “incrível capacidade de assegurar sua sobrevivência” o que é corroborado depois pela cylon Caprica quando Gaius fala que seus sentimentos ao ajudar os cylons são conflitantes, uma vez que ele é humano:
“É engraçado como essa ambigüidade e esses conflitos desaparecem quando sua vida está em jogo”.
Baltar circulando pela Basestar com Caprica, entra em um debate sobre como todos os locais parecem iguais, Caprica explica que pra ele isso é difícil, uma vez que os cylons não vêem a parede assim, eles fazem projeções e enxergam o que bem entendem naquelas paredes (ela naquele momento ela enxerga uma floresta), nesse momento Baltar vê uma praia com a visão da Caprica, que ele sempre tem.
Nisso surge à pergunta de Baltar e que fica em nossa cabeça, seria Gaius Baltar um cylon? Como existem 12 modelos e só 5 foram apresentados até agora e os outros cylons nada sabem dos outros 5, sequer falam sobre eles, existe a possibilidade. Por mais que Baltar não tenha sido infectado a bordo da Basestar, os outros 5 podem ser diferente geneticamente dos outros 7.
E por falar na visão de Baltar com Caprica na praia, meus Deuses que cena foi essa, a Tricia Helfer realmente é maravilhosa, as mulheres que me desculpem, mas eu fiquei babando com essa cena, com certeza uma das melhores do episódio.
Problema com a investigação da Basestar, que foi nas coordenadas entregue por Gaius, a nave foi infectada por um vírus, não podendo fazer download de seus tripulantes, ou eles levaram o vírus pra nave da Ressurreição, sendo assim nenhum cylon pode adentrar na nave, mas Baltar ‘instruído’ pela visão de Caprica na praia se candidata a ir à nave, pessoalmente fiquei com muita raiva de Baltar nesse momento.
Gaius conhece o “Híbrido” um modelo cylon que fica submerso em um líquido e comanda a nave, na verdade como bem definiu os cylons, ela é a nave. Engraçado como eles falam as coisas sem sentido, mas o Leoben acha que tudo que ela diz tem significado. Detalhe alguém se sentiu assistindo “Minority Report” ao ver essa cena?
Chegando à Basestar infectada, Baltar vê os modelos humanóides morrendo, ele encontra um dispositivo abandonado pela décima terceira colônia, encontra também uma modelo Seis agonizando, ela pede pra que ele a mate, mas o acusa também de ter condenado os cylons a morte, Gaius acaba por atender e estrangula a cylons até a morte.
Voltando a Basestar os cylons discutem se devem salvar a nave infectada e arriscar a vida da sua espécie ou se devem abandonar ela lá, a número três bate o pé e decide que eles devem abandoná-la a morte sim, mas durante a discussão eles levantam a questão de como isso começou resposta Baltar, ele os enviou lá propositalmente, ele trabalhava com os humanos desde o início.
A cara de Baltar mais uma vez é hilária, sabendo misturar desespero e luta pela sobrevivência apenas com a sua expressão facial, por essas e outras que eu havia dito que o Callis que é ótimo ator, nesse episódio em especial se supera.
Depois da decisão tomada, Gaius é questionado se não encontrou nada de estranho a bordo da nave infectada, Baltar mente e responde que não, mas a número Seis examinava as fotos tiradas por ele e descobre sua mentira, ele havia descoberto algo importante sim, o dispositivo que deu origem a infecção, a armadilha deixada pela décima terceira colônia. Mas Caprica Seis mantêm silencio sobre a descoberta.
Na Galactica os pilotos treinam táticas de ataque com seus vipers, mas Starbuck descontrolada como sempre, se intromete em uma contenda entre Kat e Apollo, causando um acidente, uma batida, com a nave de Narcho que acompanhava Apollo. Ela consegue pousar a nave mesmo sem uma gota de combustível como destacou Hot Dog, mesmo assim Apollo não gostou nem um:
“Se você quer morrer eu abro uma comporta da nave pra você (...) Você não voa mais”.
Por falar em Apollo, ele finalmente esta bem magrinho, com a ajuda de Helo ele emagreceu todos os quilos extra que havia adquirido.
Tigh segue sua sina, continua bebendo todas, começa a ouvir a voz de Ellen, enxerga sua falecida mulher em uma pessoa que passa pela Galatica.
Já Kara segue a sua, encontra com Kacey e sua mãe, a menina grita:
“Kara, Kara, Kara (...) me da um abraço”.
mas Starbuck responde pra Julia, a mãe de Kacey:
“(...) Nunca mais a traga aqui”.
Revoltados eles descontam seus problemas nos outros e na bebida, vão ao refeitório e começam a bater boca com os que permaneceram na Galatica, reclamando de tudo, eles questionam a lealdade dos que ficaram na Galactica dizem que eles não se sacrificaram e tiveram vida fácil durante a ocupação eles tinham 3 refeições ao dia, banho quente, entre outras “mordomias”.
Falando em refeitório, foi lá que tivemos uma cena, que pra mim ficará marcada na história da série, após ser chamada de Boomer, Shanon Agathon deixa claro, ela não é a mesma pessoa que Boomer, assim sendo Helo resolve dar um apelido pra sua esposa, tal qual todos os pilotos tem, gritam vários nomes fazendo graça como “Torradeira Baby”, mas Hot Dog grita “Athena”, a deusa da mitologia grega, o equivalente a Minerva na romana, deusa da sabedoria, da guerra justa, das artes e do ofício, e da estratégia, Athena a filha de Zeus se torna o apelido de Shanon Agathon.
E ainda no refeitório Tigh segue a discussão, ao Hot Dog propor um brinde, o coronel questiona a nomeação de Helo para seu antigo cargo, questiona a confiança superestimada da tropa, e isso reflete nos pilotos que ficam com baixa moral, Adama descobre isso e questiona Helo, ele confirma que as atitudes tomadas por Tigh e Kara devem estar abalando a tropa, é hora de Adama agir e o Almirante vai falar com eles.
Aqui o ápice do episódio, Olmos e Hogan espetaculares, Adama chega e manda todos saírem exceto os dois, ele pede a arma de Starbuck, engatilha e diz:
“Um de vocês, e não me importa quem, pegue a arma e atire em mim”.
Starbuck tenta rebater, mas Adama rispidamente a proíbe dizendo que não deu permissão pra ela falar, e chama os dois de covardes, Tigh o manda tomar cuidado com o que fala, Adama pergunta o que ele fará caso ele continue, jogara os pilotos dele um contra os outros? Envenenando a tripulação? Nesse momento Kara interrompe:
“Se você procura por desculpas, não vai conseguir”.
Adama agressivo a empurra da cadeira fazendo Starbuck cair, a tensão toma conta da cena, o Almirante revoltado responde a Kara:
“Você foi como uma filha pra mim (...) não é mais. Você é um câncer pro resto da equipe e eu não a quero mais na minha nave”.
O Almirante segue falando pra Starbuck que ou ela arruma um jeito de ser mais humana e voltar a ser uma oficial ou pode arrumar outro lugar pra viver e manda-a sair da sala, agora é a vez de Tigh, irônico como sempre ele pergunta:
“Você vai me derrubar da minha cadeira também?”.
Adama diz entender Tigh, ele esta cheio de ódio e raiva por conta da morte de Ellen, mas ele tem que dirigir a nave e a última coisa que ele precisa é de um:
“Bêbado caolho propagando o descontentamento e a desobediência”.
mais uma vez o Almirante pede pra Tigh pegar a arma e atirar nele, ou voltar a ser o homem que ele conheceu por 30 anos, Tigh pega a arma olha bem pra Adama... e a desengatilha (ufa!). E Tigh termina dizendo que este homem não existe mais e que Adama não o verá novamente e sai da sala.
Kara corta o cabelo curto finalmente, pra tentar esquecer o passado, e não com a sensação de missão cumprida como fez Adama ao cortar seu bigode, Starbuck quer voltar a ser humana como lhe pediu o Almirante, ela resolve ir visitar Kacey e tenta restabelecer o carinho que teve pela criança durante a ocupação em Nova Caprica. Já Tigh recorre a sua escapatória habitual e tenta esquecer os problemas com bebida.
E termina o episódio com Racetrack e Athena encontrando a nebulosa de cabeça de leão e a Basestar abandonada. Assim chego ao fim, espero que todos tenham tido um bom feriado e uma Feliz Páscoa.
Curiosidades do episódio:
_ O apelido de Sharon Agathon, Athena, faz uma referencia a série original Battlestar Galactica, aonde Athena era o nome da filha de Adama, interpretada por Maren Jensen.
_ 41,422 sobreviventes, 13 a menos que no ultimo episódio, os 13 condenados e mortos pelo “Círculo”.
_ Ao ganhar a denominação Athena, temos mais um nome advindo da mitologia na série, junto com Apollo, Hera e Maia (Maya).
_ O Hibrido repete várias vezes a frase “Fim da Linha”, que é uma citação ao filme “Tron – Uma odisséia eletrônica” (Tron), por sinal Torn, nome do episódio, é um anagrama de Tron.

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03x 05 - Battlestar Galactica - Collabor

Posted : 10 years, 7 months ago on 20 April 2007 05:09 (A review of Battlestar Galactica)

(texto em português)
Collaborators
Graças aos Deuses mais um sábado chegou e assim chega também o quinto episódio da terceira temporada, vou deixar claro desde o início que esse talvez seja o meu episódio favorito desta temporada, e fica no top 5 de todas as temporadas, então serie mais opinativo que o habitual (espero que se revele uma coisa boa).
Começa o episódio com a execução de um julgamento totalmente inquisitorial, após conversar o Círculo, composto por Galen Tyrol (o Chief), Saul Tigh, Samuel Anders (substituído depois por Kara Thrace), Diana Seelix, Charlie Connor e Jean Barolay, chega à sentença de morte de James Lyman, o Jammer.
Inquisição, como bem sabemos, foi um tribunal inventado para defender a fé católica, juridicamente falando, o julgamento inquisitorial é muito mais antigo, remete aos tempos de Roma antiga, e nada mais é do que um julgamento aonde o juiz produz provas, ele acusa, se tiver interesse defende, julga e pune. A igreja católica fez isso muito bem durante a “Caça as Bruxas” matando qualquer um que não fosse católico.
A condenação de Jammer era apenas pelo fato de “coloborar com o inimigo”, porém ele também teve boas atitudes durante esse período e quem viu os web episodes sabe bem que ele só entrou pra Polícia de Nova Caprica, pra que não acontecessem novos ataques a humanos durante simples averiguações de locais pelos centuriões, como o do templo que resultou na morte de Nora, esposa do homem bomba Duck.
Então teria Jammer agido como um verdadeiro colaborador? Com o real intuito de ajudar os cylons contra os humanos? Ou teria ele sido muito ingênuo e se unido aos cylons pra tentar melhorar o convívio entre as duas raças? Eu opto pela segunda opção.
Optando pela segunda opção veremos que ele não é um traidor e teria ele merecido morrer? Pra mim não. Como ele bem disse estava uma bagunça em Nova Caprica, as pessoas estavam tentando sobreviver da melhor maneira, a melhor maneira dele foi essa.
Outro aspecto relevante pra mim como jurista é sobre o Círculo, um pressuposto básico pra um julgamento justo é o juiz apto a julgar imparcialmente, o problema na cena é que Connor teve seu filho assassinado pelos homens da Polícia de Nova Caprica, entre eles Jammer, e Tyrol teve suas esposa Cally salva por Jammer durante a execução dos suspeitos de colaborarem com a resistência, ou seja, ambos estavam totalmente ligados à pessoa a qual estavam julgando.
Pergunto-me também se os humanos ao agirem assim contra sua própria raça não estariam sendo piores que os cylons, os cylons quando organizaram as execuções elas eram pra exterminar humanos, já os humanos estão exterminando outros humanos.
Claro é uma forma de se buscar culpado pelo que os cylons fizeram o que só prova o quanto à raça humana é rancorosa, vingativa e covarde, organizando uma caça as bruxas, ao invés de enxergar que o verdadeiro culpado de tudo são os cylons, mas a vontade dos humanos de que alguém deve ser punido é imensa (será tratado no fim do texto), a humanidade é inapta a perdoar os seus próprios erros.
Mas o debate principal da cena se trava sobre o tema, o fato de ele fazer uma benevolência anula o ato de ele ter cometido uma atrocidade? O primeiro a questionar isso a Tyrol é Tigh:
“Salvar Cally o livra de ter matado outras 23 pessoas?”
a Tyrol refaz a pergunta a Jammer, que após relatar tudo que aconteceu com ele durante o seu período na Polícia de Nova Caprica, responde:
“O que você queria que eu fizesse”
Nesse momento Tyrol se convence e da sua resposta a Tigh, assim eles deixam Jammer amarrado no compartimento de lançamento de naves, enquanto Jammer desesperado grita pedindo desculpas para o Círculo através do vidro, mas ninguém se comove, Connor aperta o botam ligando o despressurizador e ejeta Jammer da nave pro espaço.
Agora pergunto eu, matar Jammer, trás de volta a vida as outras 23 pessoas? Havia a necessidade de fazerem isso? Matar todos que colaboravam com os cylons vai trazer algo de bom pra humanidade? A resposta aparece dentro do próprio episódio em especial no discurso final de Roslin.
A cena seguinte do episódio é entre Tyrol e Cally, Tyrol parece arrependido de ter condenado Jammer, ele pergunta a sua mulher se alguém a ajudou a fugir, primeiro Cally fica confusa e diz não, mas depois confirma, foi salva por alguém da Policia de Nova Caprica, o que deixa o Chief chateado, pois ele sabe, acabou de executar o salvador de sua mulher.
O episódio segue com Baltar e seu sonho de ser perdoado por Adama, Roslin e Tigh foi tragicômico principalmente na hora que apareceu a cylon número Seis e disse:
“Não me deixe com raiva, Gaius”.
e Adama avisa:
“Você não ia gostar de ver ela com raiva”.
depois da aproximação de Laura para beijá-lo, ele perceber que tudo se tratava de um sonho e as expressões do ator são engraçadíssimas, realmente como foi questionado nos comentários da semana passada, como pode atores desse calibre não serem lembrados na hora de receber uma indicação que seja em diversas premiações?
E o Zarek, que acabou presidente já que era vice do Baltar, abrindo mão da presidência para a Roslin (!!!), mesmo que por conta de uma pressão militar do Adama, achei maravilhoso, os roteiristas tentando dar a mensagem de que um “terrorista” pode sim se regenerar ou mudar a sua visão das coisas, ou mesmo as coisas mudarem e ele ser obrigado a mudar sua visão, tenho no Zarek um dos meus personagens prediletos.
Mas a cena não se resume a só isso não, Tom, que não é bobo nem nada, deseja se manter no governo, e tão surpreendente quanto à decisão de Zarek de largar a presidência em prol de Roslin, é a decisão de Roslin de dar sim um cargo no governo para Zarek, e logo qual? O de vice-presidente (!!!!!). Quem se lembra do episódio que a Roslin indica o Baltar pra vice só pra não deixar o Zarek ser nomeado se choca com essa decisão, é as coisas mudam.
Seguindo o episódio Tigh hostiliza Gaeta idem quase todos os tripulantes da Galáctica, tudo por conta dele ter se mantido ao lado de Baltar durante a ocupação de Nova Caprica, mas no CIC temos uma frase memorável, é a de Tigh para Gaeta:
“Enquanto estiver aqui talvez possa me ajudar, eu perdi algo na detenção, como você ficou amiguinho dos cylons, talvez você saiba onde esteja (…) Sabe onde meu olho está?”.
Tigh esta revoltado ele discute com Adama, fala um mundo de asneiras, seria por conta da sua amargura por ter matado Ellen? Ele ouve do Almirante
“Vá dormir, isso é uma ordem”.
Outra frase de peso no episódio e durante a reunião do Círculo, Connor fala:
“A maioria desses desgraçados são tão culpados que fedem, poderia passar 50 nomes em uma hora”.
Tigh acha que o tribunal é sobre justiça, pergunto existe justiça em um julgamento aonde o réu não pode apresentar provas, aonde não pode se pronunciar? Tigh acha que eles tinham evidências pra condenar Jammer, mas o caso de Gaeta deixa claro que por vezes as evidências são totalmente erradas e insuficientes pra se julgar e mesmo assim o julgamento foi feito e foi obtida a condenação.
E nesse momento em que o Círculo força provas pra condenar Gaeta, Anders que já estava irritado desde a condenação de Jammer abandona o julgamento, Connor tenta dar prosseguimento ao julgamento mesmo com 5 membros, ao ser informado que eles precisam ser 6 ele simplesmente fala:
“Dane-se isso”
mas os outros não aceitam e vimos que mais para frente visando recompor o Círculo eles convidam Kara, devido à discussão com Gaeta no refeitório, pois mesmo antes de apresentarem provas, Kara já havia condenado Gaeta.
Seguindo o episódio tem outra cena com alívio cômico dessa vez entre os Adamas, eles conversam sobre o desaparecimento de sobreviventes, obviamente os executados pelo Círculo, Lee avisa seu pai dos desaparecimentos e se despede dizendo que tem que ir pular corda, após a cara incrédula de seu pai completa dizendo já ter emagrecido metade do peso e escuta como resposta:
“Continue pulando”.
Depois dessa cena temos a já citada cena no refeitório, Kara ataca diretamente Gaeta, ele se defende, fala que não tinha escolha (de certa forma até tinha, podia ter feito como o Zarek), mas ele mesmo diz que preferiu agüentar dentro da administração do Baltar (que estômago), pra poder dar informações a Resistência, ele conta sobre o esquema com o pote de cachorro, mas Kara o julga mentiroso e diz:
“Tudo bem Felix, você é uma porcaria de um herói”.
Na Basestar cylon, os modelos humanóides estão definindo se Baltar fica vivo ou não, eles empatam a votação em 3 a 3, e quem vai decidir o destino dele é as cylons modelo Seis, mas a Caprica não parece muito disposta a salvar a vida do seu amante, seus sentimentos interferem no seu julgamento e parece que ela prefere se afastar de Baltar a manter ele vivo.
O episódio vai chegando ao ápice, Anders descobre da entrada de Kara pro Círculo e chama pra conversar, ele da a entender que aquilo não é justiça, apenas uma forma de matar pessoas, mas Kara responde:
“Eu preciso disso”.
e antes de Anders ser dispensado por sua esposa, e ainda ouvir que ela tem vontade de socá-lo só de olhar, e deixá-lo falando sozinho após um beijo, ele responde:
“E daí? Jogar umas pessoas comportas vai fazer você se sentir melhor com você mesma?”.
e ela responde:
“(…) Alguém tem que pagar”.
Aqui eu vou abordar um aspecto polêmico, a necessidade do ser humano, do senso geral, de punição a qualquer custo. Então eu pergunto a respeito de muitos casos que vemos na nossa sociedade, o mais recente o do menino João Hélio, se eu me comovi e queria justiça a qualquer custo? Sim, mas achar que matando aquelas pessoas estaríamos promovendo a justiça, ou mesmo querendo aproveitar a oportunidade daqueles crimes pra discutir a diminuição da menoridade penal, não me parece uma decisão correta. Um erro não justifica o outro e assim como em Battlestar Galáctica a humanidade busca sempre corrigir seus erros e acaba sempre cometendo outros.
De volta ao episódio Tigh tenta convencer Tyrol a votar pela morte de Gaeta, uma vez que o voto do Círculo tem que ser unânime pra condenar a morte, e o Coronel fala sobre a morte de Ellen e diz ser esse o preso a pagar quando se colabora com os cylons:
“E eu gostava muito mais dela do que do Gaeta”.
Tigh consegue convencer Tyrol e assim eles capturam Gaeta e o levam para comporta, e anunciam que ele já havia sido julgado e condenado (o que ia adiantar ele alegar algo uma vez que já estava condenado antes mesmo de se pronunciar?) sendo assim Gaeta simplesmente fica calado, diz que não faz sentido ele já tentou explicar e que não vai implorar, até que Starbuck explode:
“Implore. Implore. Implore! (e chuta Gaeta) (…) Conte como você trabalhou pra Resistência todo esse tempo. Vamos! (…) Conte sobre o pote de cachorro, e tudo mais.”
e assim Tyrol percebe que Gaeta era a fonte de dentro da administração de Baltar, uma vez que somente os dois sabiam que o sinal de virar o pote amarelo do cachorro, significava que tinha mensagem na gaveta da lixeira, o Círculo fica chocado, eles percebem os erros dos seus julgamentos, e Tyrol diz a todos:
“Ele é a razão de estarmos nessa nave (…) Aqui está nossa fonte Coronel”.
Gaeta apenas se levanta do chão e diz da forma mais humilde:
“Eu fiz o que pude. Eu não sei mais o que eu poderia ter feito”.
Dentro da Colonial One, Roslin e Zarek discutem a validade das execuções, Roslin diz que se eles forem culpados vão ser condenados por um júri, Zarek responde:
“Eles têm um júri, mas não tem advogados, eles não são vistos durante semanas, meses, eles não criticam o sistema e eles não ficam andando pelas naves como mártires (…) eles apenas desaparecem, agora!”
mas Roslin rebate
“(…) Todos por lei tem direito a um julgamento justo, todos, isso não é uma opção que pode ser descartada com a vontade do presidente”.
Zarek replica:
“Você acha que tornando os julgamentos públicos vai conseguir justiça?”
após Laura dizer que sim, Zarek ataca de novo:
“Vamos Laura, você não é tão ingênua assim, deixa eu te contar o que vai acontecer nesses julgamentos, vai consumir essa frota por meses, anos, pessoas vão fazer fila pra testemunhar contra seus vizinhos, vai ser um circo, diversão pra todos e você vai passar seu mandato assinando sentenças de morte todos os dias.”
E após a nomeação a Presidência Laura toma a decisão a meu ver a mais correta:
“Todos nós sentimos a necessidade por justiça e também por vingança, mas é e dizer a diferença entre os dois pode ser muito difícil às vezes. Nós somos todos vítimas dos cylons e nenhum de nós pode ser imparcial (…) Não haverá rancores, eu estou assumindo um perdão geral para cada humano dessa frota”.
Gaeta volta a seu posto de oficial, ainda isolado recebe a companhia de Tyrol no refeitório e o episódio se encerra e assim eu encerro o meu review de hoje.
Curiosidades do episódio:
- Detalhe pra abertura, depois de 4 episódios aonde o texto aparecia ‘A raça humana longe de seu lar lutando pela sobrevivência’, voltamos à boa e velha frase “41,435 sobreviventes em busca de um lar chamado Terra”.
E por falar em número de sobreviventes, pra quem presta sempre atenção neste número no último episódio da segunda temporada eram 49,550 sobreviventes, ou seja, morreram mais de 6000 durante o 1 ano (que foi o avançado no último episódio da segunda temporada) a grande maioria provavelmente na explosão da Cloud Nine, com aquela bomba nuclear entregue pelo Baltar pra Gina a cylon que era prisioneira da Pegasus, e mais ou menos 2.000 pessoas durante o tempo de ocupação cylon e a fuga de Nova Caprica.

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03x04 - Battlestar Galactica - Exodus -

Posted : 10 years, 7 months ago on 20 April 2007 05:08 (A review of Battlestar Galactica)

(texto em português)
Exodus - Part 2
Graças aos Deuses mais um sábado chegou e com ele o quarto episódio da terceira temporada, assim pudermos ver como o almirante William Adama salvou as pessoas em Nova Caprica, como os cylons receberam esse ataque, como o coronel Tigh resolveu seus problemas com Ellen.
Escrever essa coluna essa semana é uma grande responsabilidade, quem viu o episódio sabe bem o motivo, escrever sobre um dos melhores episódios já vistos não é das tarefas mais fáceis e nada que eu escreva aqui vai chegar próximo do brilhantismo deste episódio, portanto quem não viu não ache que lendo por aqui vai saber mais ou menos como foi, só vendo pra saber mesmo o que foi esse episódio.
A primeira cena já mostra que a tarefa de retirar as pessoas de Nova Caprica não vai ser das tarefas mais fáceis, a conversa entre Dualla e Apolo desanima sobre a possibilidade de sobrevivência da Battlestar Galactica ou mesmo da missão de resgate ter sucesso.
Mas como duvidar do Almirante depois de tudo que ele já fez?Lutar contra as probabilidades quando não existe mais esperança, trocar a sua vida pela dos outros, morrer pra salvar a humanidade, ele estava disposto a tudo isso e claro foi recompensado.
E pergunto como continuar em busca da Terra sabendo que seu pai vai morrer? Apolo não conseguiu isso e graças a ele a Galactica e toda sua tripulação foi salva, em troca a Battlestar Pegasus foi destroçada pelos cylons, mas obvio que tanto para Lee como para frota essa troca valeu a pena, mas isso eu vou relatar melhor mais adiante.
Em Nova Caprica os atos de Ellen finalmente refletiram contra ela, se a morte foi uma punição justa?Eu acredito que não, eu pessoalmente sou contra a pena de morte, mas o fato dela ter traído a humanidade e caso o ataque cylon ao ponto de encontro tivesse tido sucesso todos ainda estariam presos em Nova Caprica e a existência dos humanos estaria em risco, sendo assim não consegui ter outro sentimento ao vê-la morrer do que o de justiça, mesmo achando que ela podia ter outro destino sem ser a morte.
O mais chocante da morte de Ellen foi ela ter sido executada pelo coronel Tigh, o sofrimento dele ao ter que cometer o ato, mas ao mesmo tempo seu sentimento de que Ellen merecia isso foi realmente conflitante e ficou estampado na cena, eu jamais conseguiria fazer o que Tigh fez, mas como disse Anders antes ela morrer pelas mãos do coronel do que pela de outro. Pelo menos Ellen morreu sem dor e de uma das formas que mais gostava de viver, bebendo.
Na Colonial One, Baltar tenta convencer os cylons a simplesmente assumirem a derrota e irem embora, mas a resposta da número Três deixa claro o principal motivo de tanto ódio que perdura entre vários povos:
“O que fariam se simplesmente deixássemos vocês aqui? Viveriam suas vidas em paz ou criariam suas crianças com histórias sobre os cylons (...) Assassinos que cometeram genocídio contra a sua raça? (...) Diriam a eles a história para suas crianças. E para os filhos dos seus filhos e manter o sonho de vingança através dos anos, para que um dia eles fossem através das estrelas caças os cylons.”
Baltar somente responde:
“Sangue por sangue, isso tem que parar um dia”.
Mas nesse exato momento, começa o ataque dos rebeldes, irônico não? E aqui o episódio começa pra valer, as cenas de ação e a tensão que se seguem são indescritíveis, ao ver e rever esse episódio a tensão continuou igual, mesmo sabendo o que ia acontecer à expectativa continuava a mesma.
O golpe de Adama pra simular uma Battlestar no dradis dos cylons através da união dos zangões de vários Raptors foi algo de mágico, ao descobrir para o que eles tanto treinaram, eu simplesmente me rendi diante de tamanha genialidade militar do velho. E agora deu pra entender a razão de Adama ser tão rigoroso nos treinamentos para o resgate, pois aquele movimento tinha que ser executado com perfeição.
Começa o corre-corre dos humanos para as respectivas naves pra fugir de Nova Caprica, Jammer vai acompanhando a presidente Laura por ordens de Tom, depois do arrependimento de seus atos e do resgate de Cally, Jammer subiu um pouco no meu conceito, assim como o Zarek. Tory manda Hera (ou Isis para quem preferir) e Maya pra suas naves, mas infelizmente algo da errado, mas isso eu vou tratar mais pra frente.
Voltando a Colonial One, os cylons descobrem o golpe com os zangões, o cylons Simon não se conforma e indaga Baltar:
“Onde está a Galactica?”
e eis que a Battlestar aparece nos céus de Nova Caprica, com um salto o Almirante aparece pra executar o próximo passo do seu plano, a nave começa a cair, e começa a literalmente pegar fogo devido à entrada na atmosfera do planeta, Adama manda lançarem os Vipers, e prepara o salto, graças aos Deuses tudo deu certo e a Galactica consegue saltar antes de se espatifar no solo de Nova Caprica.
Essa cena em especial e uma das mais sensacionais que eu já vi na vida, os efeitos especiais, a tensão do Almirante Adama no CIC (Centro de Informação de Combate), a expectativa, Hot Dog saindo com o Viper em meio ao céu de Nova Caprica, Tigh, Tyrol e os outros rebeldes olhando a Galactica liberando seus Vipers enquanto cai pra finalmente saltar e desaparecer bem próxima ao chão, sem palavras pra dizer o que eu senti quando vi essa cena (sem exageros).
Finalmente com a ajuda dos Vipers, Tyrol e Tigh conseguem entrar no centro de detenção e liberar os presos, neste momento eu me perguntei e Kara? Anders foi atrás dela e a encontra caída no chão, já que ela tinha tomado uma bofetada de Leoben logo no início do ataque dos rebeldes. O desespero de Anders ao verificar o pulso dela me assustou e achei que o meu temor que um personagem importante morreria tivesse se concretizado, mas Starbuck acorda e tudo não passou de um susto mesmo.
Starbuck acorda e se dá conta da ausência de Kacey, ela corre de Anders e retorna pra pegar sua filha, antes de ir ela reencontra Leoben e realiza a previsão do cylon, só que obvio era só cena para levar Kacey, Kara mata Leoben pra finalmente fugir com Sam Anders seu verdadeiro marido e sua filha. Mas depois do resgate ao chegar à Galactica Kara descobre que Kacey tinha sido seqüestrada pelos cylons e que não é sua filha de verdade, a decepção toma conta de Kara e parece que ela vai ficar ainda mais revoltada do que antes.
Depois do salto a Galactica esta cheia dos problemas, com vários danos a Battlestar ainda tem que enfrentar o ataque das Baseships cylons, aqui neste momento achei que o temor de Lee fosse real e todos os tripulantes da Galactica não fossem sair vivos da missão de resgate, afinal Adama estava praticamente sem nenhum Viper pra defender a Galactica, por mais que os Raiders estivessem espalhados enfrentar duas Baseships, totalmente danificada, a Galactica encontraria ali seu fim, mas a frase de Helo deixa claro qual era o plano deles:
“Se movermos as duas Basestars pra longe do planeta, os colonos podem escapar”.
é a Galactica estava realmente disposta a se sacrificar pelo povo de Nova Caprica. Nesse momento saltam mais duas Baseships cylon na órbita de Nova Caprica, e Adama desanima:
“Não. Não podemos segurar quatro”.
Começa o bombardeio a Galactica, já danificada após a queda em Nova Caprica, a realidade a ser encarada é que a nave vai ser destruída, eles não têm mais como saltar e não tem como segurar o ataque das Baseships.
Após a boa caçada desejada por Adama no final do episódio anterior, o Almirante se despede dos seus tripulantes:
“Foi uma honra”.
mas começa a reação, aposto que todos vibraram muito ao ver os tiros atingindo as Baseships, e o retorno triunfal de Lee e a Pegasus. O filho de Adama avisa pra Galactica arrumar seus drives de salto FTL (Faster Than Light, tradução, mais rápido que a luz) que o resto ele da conta.
A primeira reação de Adama é muito engraçada, primeiro ele pragueja:
“Maldito Lee”.
depois ele agradece
“Obrigado Lee”.
Enquanto isso na Colonial One os cylons finalmente resolvem ‘abandonar o navio’ e sair de Nova Caprica, poderiam ter feito isso antes de boa vontade tal qual a sugestão de Baltar? Mas os cylons não abandonam facilmente, antes de irem eles resolvem armar uma bomba atômica para destruir o planeta. D’Anna chama a cylon Caprica pra sair também e toma a decisão surpreendente de chamar Baltar pra ir junto, até porque como disse a número Três:
“Bem, você estava certo, nós estávamos errados”.
Depois Baltar se depara com a fúria de Gaeta, o ajudante da resistência aponta uma arma pra cabeça do ex-presidente e estava disposto a puxar ao gatilho, mas Gaeta é convencido por Baltar a não atirar devido à existência da bomba nuclear, e que só Gaius poderia desarmá-la. Pergunto a vocês, vocês puxariam o gatilho aqui ou deixariam Baltar livre como fez Gaeta? Eu acho que o deixaria ir, mas caso contrário o levaria como prisioneiro, não conseguiria matá-lo mesmo após tudo o que fez, mas Gaeta só o deixa ir por conta da bomba:
“Você tem a chance de fazer a coisa certa. (...) Pare aquela bomba. Vá”.
E voltando ao confronto das naves, a Pegasus estava perto de sua destruição quando a Galactica finalmente arruma seus drives FTL, e Lee consegue salvar a vida do seu pai e não só por salva-la propriamente dita, mas salvar o que é a vida de Adama, a Battlestar Galactica. Helo avisa Adama que a Pegasus esta sofrendo muitos ataques e eles não têm nenhuma nave no ar, Adama avisa que Lee deixou as naves protegendo a frota civil e Apolo sabia que era uma viagem só de ida. Assim Lee ordena a todos que se encaminhem para os Raptors saltem para o ponto de encontro.
Uma decisão muito forte de um filho que não tinha nenhuma proximidade do pai, que somente após os ataques se aproximou do mesmo e por mais que o carinho dos dois tivesse se tornado real, não imaginava que Lee sempre muito racional conseguisse tomar uma decisão dessas, digna do seu pai. Apolo trocou sua nave pela do seu pai, como eu disse no inicio Adama fez por merecer e nada mais justo do que seu filho ajudá-lo, por mais que sua atitude tivesse botado em risco a frota civil. Assim chega o fim a Pegasus, deixando a Galactica como a única Battlestar existente, tal qual na primeira temporada. Mas antes de explodir a Battlestar ainda se colide com uma Basestar, destruindo ela, e os restos da Pegasus ainda batem em outra Basestar destruindo-a.
E finalmente vamos tratar do fato chave desse episódio, Hera, a híbrido humano-cylon, cai nas mãos de D’Anna tal qual a oráculo Selloi havia previsto, Baltar encontra a criança em meio aos escombros e a entrega a cylon, Maya e seus acompanhantes devem ter morrido em uma explosão, mas a criança sobreviveu e graças a isso D’Anna a pega em seus braços acaba por não armar à bomba atômica e Baltar a deixa viver.
Os resultados desses acontecimentos prometem ser importantes pro desenvolvimento da série, afinal como vai lidar Shanon Agathon ao saber que sua filha está viva? E mais que a criança está com os cylons (!!!). E a segunda parte da profecia de Dodona (Δωδώνη) Selloi (Σελλοί), Dodona é nome de uma cidade antiga que era casa de um oráculo grego e Selloi um grupo de padres que lá moravam, D’Anna ira encontrar o amor na criança, mas que irá perder tudo? E Baltar ira viver normalmente com os cylons? Será que a consciência dele vai pesar e ele vai ajudar os humanos, ele vai ajudar os cylons ou ele vai continuar lutando somente pra sobreviver e a guerra dos dois que se dane? E Kara como vai ficar após descobrir que a filha por quem ela criou tanto amor não é sua filha mesmo? E Tigh como vai lidar com a traição e a perda de sua mulher, com bebida? Como os sobreviventes que ajudaram os cylons serão tratados? Quem será o presidente? Como vai ficar os cargos na Galactica, agora que muitos retornaram de Nova Caprica e a Pegasus foi destruída? Cally vai identificar Jammer como seu salvador? Para obtermos essas respostas só nos próximos episódios, algumas respostas teremos já semana que vem.
Pois este episódio chega ao fim, Lee e Adama se abraçam, Tigh volta à nave e reencontra seu grande amigo William, Tigh lamenta por Ellen e pelos outros que não sobreviveram à fuga de Nova Caprica, Almirante William Adama é aclamado e atirado para o ar, afinal ele merece. Laura descobre que Maya morreu e que o bebê ou morreu também ou está em posse dos cylons.
Agora finalmente a série volta à nave, abandona o solo, Adama finalmente tira seu bigode e tudo volta a ser como era, mas esses 4 episódios com certeza foram um dos melhores arcos já desenvolvidos na história e os acontecimentos vão refletir muito ao longo dos próximos episódios e no rumo da série, as críticas de muitos dos fãs ao final da segunda temporada se dissolveram em meio à qualidade e aos elogios após verem esses 4 episódios que entraram no hall dos melhores da série e quiçá de todas as séries.

Curiosidades do episódio:
_ A Marvel lançou uma HQ chamada “Exodus!” (Êxodo!) em 1979, a história era baseada na “Saga of a Star World” segunda parte da série Battlestar Galactica original.
_ Exodus (Êxodo) havia sido planejado como um episódio único, mas posteriormente se desmembrou em dois.
_ Durante a fuga das naves, o logotipo da companhia aérea Pan Am pode ser visto embaixo de uma das naves, mas os dizeres Pan Am do logotipo foram substituídos por Pan Gal, Pan Galatic é uma homenagem a 2001: A Space Odyssey (2001: Uma Odisséia no Espaço).
_A baia estibordo de lançamento da Galactica, que não era mencionada desde o inicio da segunda temporada, foi usada como campo de refugiados. Para quem não lembra dela, ela era a lojinha de lembranças da minissérie e na primeira temporada, e foi usada pelos centuriões que invadiram a Galactica na segunda temporada.
_ Kate Vernon, a atriz que faz Ellen, revelou em um fórum da SciFi, que Ellen sabia que sua bebida estava envenenada.

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03x03 - Battlestar Galactica - Exodus -

Posted : 10 years, 7 months ago on 20 April 2007 05:06 (A review of Battlestar Galactica)

Exodus - Part 1
(texto em portugues)
Graças aos deuses chegou o dia do terceiro episódio da terceira temporada, um episódio que no nome já anuncia uma seqüência, portanto o final com certeza nos deixa esperando muito pelo próximo episódio.
Logo de cara retomamos o final do episódio anterior, com Cally sendo libertada, e saindo correndo, e ouvimos os tiros ao longe, por um momento pensei que seria o fim anunciado de Laura, mas não foi dessa vez que a ex-presidente morreu, ainda bem, ela ainda tem grande importância na série e é uma das minhas personagens prediletas.
O episódio volta pra 1h antes, Tyrol recebe uma lista com o nome dos executados, a questão que surge é quem entregou a lista com o nome e as coordenadas que os presos seriam executados? Provavelmente Gaeta, já que ele é a fonte de Tyrol, como vimos nos episódios anteriores.
Cena muito inteligente foi o retorno a Shanon “Agathon” e Anders, ele diz “Engraçado, sinto que te vejo todos os dias”, e engraçado sinto que já ouvimos essa frase. Uma espécie de déjà vu do déjà vu de Anders. Graças à cobertura montada por ela, a vida de Anders e dos homens da resistência ali presentes, e quiçá da humanidade, foi salva, uma vez que se ela tivesse morrido o plano pra sair de Nova Caprica dificilmente funcionaria. E também os homens da resistência encontraram o mapa do local desenhado por Anders, com um dos cylons, deixando a traição de Ellen exposta.
Mais pra frente no episódio sua traição é revelada a Tigh, primeiro ele não acredita muito, mas depois sua mulher assume o que fez, deixando o Coronel de queixo caído. O que ele fará com o traste só vamos saber no próximo episódio.
Esse episódio não teve muita ação propriamente dita, mas teve cenas tensas, como Cally na linha de fogo entre centuriões e os homens da resistência, interessante ver que o Chief não priorizou a vida de sua mulher sobre a das várias pessoas presas, afinal a vida dela não vale mais do que a de dezenas de pessoas. E para quem não reparou quase todos os homens da Polícia de Nova Caprica morreram junto com os centuriões, porém Jammer conseguiu se salvar.
Como sempre tivemos uma cena com um escape humorístico, após Laura derrubar Tom tirando ele da linha de tiros, pergunta se esta tudo bem com o ex-terrorista após responder positivamente, Zarek brinca:
“Faz um tempo que não rolava com uma mulher no chão. Não é tão divertido como me lembro”.
Outra cena que ri muito também foi com a broxada do Gaius Baltar, tudo bem que nunca fui presidente e nem deixei a humanidade a mercê de robôs assassinos, mas isso nunca aconteceu comigo não, ao contrário do que disse a Caprica “Essas coisas acontecem”, acho que com uma “mulher” sexy como Caprica só estando muito estressado mesmo.
Cena interessante desse episódio foi também o irmão Cavil ter sido deixado pela resistência ali, no sol, sofrendo, esperando morrer pra poder fazer o download, que já é o seu terceiro, e descobrimos também que o cylon só não sofreu mais porque se suicidou, bom saber que os cylons sofrem cada vez que fazem um novo download, ou seja, matá-los não é desperdício. Pessoalmente fico feliz que eles sofram, pois o sofrimento que eles causam aos humanos é imenso e é bom sentir na pele, mesmo que de forma branda, a dor que eles causam.
O mais importante mostrado nesse episódio foi sem dúvida alguma a busca a criança híbrida Hera, a filha de Shanon e Helo, D’Anna teve sonhos premonitórios que resultaram na visita a um oráculo, apesar de já citados outras vezes na série nunca havíamos visto um, a cena de Selloi a oráculo foi interessante, a base de Kamala, aquela erva que a ex-presidente Laura usava pra tentar curar o seu câncer e tinha visões pra lá de misteriosas e estranhas, Selloi vendo o ceticismo avisa a cylon:
“É seu sonho que traz você até mim”
E após conquistar a crença e abalar a fé da número Três avisa ter uma mensagem dos deuses a D’Anna:
“Hera vive”
e termina a profecia avisando que D’Anna vai segurar a criança em seus braços e vai sentir o que é amor verdadeiro, mas que vai perder tudo que fez.
D’Anna acredita na mensagem e vai questionar Dr. Cottle sobre a morte da filha de Shanon, pergunta por que o médico cremou o corpo da criança, o médico diz que foram ordens da então presidente Laura, mas a cylon parece não acreditar muito. Uma frase que me fez pensar muito vem no decorrer dessa cena D’Anna após perguntar a Cottle se o paciente de que ele cuidava era cylon ou humano, depois antes de ir embora ela comenta sobre o sangue no jaleco do Dr.:
“Que coisa engraçada porque esse tipo de coisa parece igual pra mim”
é guerra sempre deixa seus feridos, e faz diferença de quem é o sangue?Vida sempre é vida não importa se de cylon ou humano, nem se de iraquiano ou americano, o sangue nunca deveria ser derramado a troco de nada.
Mas dessa cena fica outra questão, será que a profecia da Oráculo Selloi ira se cumprir? Essa parte religiosa, mítica, da história havia sido deixada de lado nesse inicio pros temas mais políticos, mas agora temos uma resgatada na mitologia de Battlestar Galactica, algo que particularmente me agrada muito.
Porém se depender de Laura, D’Anna não vai por suas mãos cylons sobre Hera nunca, a ex-presidente se reúne com Anders e deixa claro que eles devem ter cautela extra na proteção a Isis (Hera) e Maya sua mãe adotiva, e que em hipótese alguma a criança deve cair nas mãos dos cylons, o que resulta na pergunta de Anders:
“Até aonde você quer que eu vá?” se parecer que os cylons conseguiram capturar elas, Laura dá a entender que Anders deve matá-las pra que isso não ocorra, mas diz a ele apenas pra não os deixar chegarem a isso.
No núcleo que anda chato nesse inicio de temporada, graças aos deuses temos apenas uma cena, Kara passiva como nunca cuida da sua filha Kacey, a criança esta bem após o acidente na escada, mas Starbuck se sente culpada e se apega ainda mais a criança, nunca havia imaginado Kara como mãe. Um comentário aqui, a criança que faz a filha de Kara é realmente linda como a mãe.
Na Galactica vemos todos em um tom de enterro, deixando claro que a tentativa de resgate tem realmente pouquíssimas chances de dar certo, mas como todos confiam no Almirante a esperança ainda existe. Em uma cena emocionante vemos os tripulantes da Galactica e da Pegasus divididos, após uma prece, eles se abraçam, a despedida continua entre Adama e Apolo, muito emocionados pai e filho se abraçam e o Almirante sempre introvertido em seus sentimentos diz ao filho:
“Não me faça chorar no meu próprio hangar”.
Apesar dessa despedida em tom dramático acho que ninguém espera de fato que os roteiristas façam à tentativa de resgate dar errado, mas temo que morra algum personagem importante na tentativa.
No gabinete de Baltar um debate entre os cylons levanta a crueldade da humanidade em relação aos cylons, a conclusão que os cylons chegam é que aquilo não vale a pena. A discussão segue até que Baltar se irrita, será que finalmente ele se deu conta que ele é a escoria da humanidade, e que tudo aquilo é culpa dele? Baltar pede:
“Porque não atiram em mim”.
Mas pra minha infelicidade nenhum dos cylons se dispõe a tal.
Na seqüência Aaron Doral, o cylon de número cinco, chocado com as atitudes humanas, chega à solução dos problemas:
“Precisamos reprimir mais”
Mas os outros cylons percebem, finalmente, que isso não trará os resultados esperados, e sim mais ódio dos humanos, então seguindo sua linha de raciocínio Aaron diz:
“Sempre podemos jogar uma bomba atômica e acabar com tudo”.
Qualquer semelhança à mesma ideologia de estadunidenses e outros povos bélicistas não é mera coincidência.
Chegando ao fim os rebeldes de reúnem pra combinarem os ataques e os alvos, para quando a Galactica chegar os cylons estarem ocupados, Shanon se prepara pra conseguir as chaves de lançamento das naves, a cylon é hostilizada pelos humanos, que obviamente não sabem da importância daquela cylon em especial.
No momento de obter a chave Shanon se depara com D’Anna, como ela chegou ali naquele momento em especial? Suspeito que foi mais uma de suas premonições.
D’Anna rapidamente reconhece o modelo cylon como Shanon “Agathon”. As duas entram em um debate acalorado, D’Anna acusa Shanon de estar traindo seu próprio povo, escuta como resposta de Shanon que ela fez sua escolha, mas pra sua surpresa escuta:
“Hera está viva”.
com essa frase D’Anna apela pra que Shanon abaixe a arma e se una novamente aos cylons, Shanon começa a abaixar a arma...nesse momento eu fiquei muito tenso, achando que seria naquele momento que Shanon trairia a humanidade, por conta da sua filha, mas ela não acredita na número Três e só abaixou a arma pra atirar nos joelhos dela:
“O Almirante não iria mentir pra mim”.
Mas Shanon começa a ter duvidas, faz perguntas sobre a cremação a Tyrol, porém não entra a fundo nas questões, ela entrega as chaves de lançamento ao Chief e lhe parabeniza pelo nascimento de seu filho Nicholas.
Por fim temos Helo avisando Adama que Shanon conseguiu as chaves, e eles vão se preparar pro resgate, Adama faz um dos discursos mais emocionantes que já vi e termina com:
“Boa caçada”.
e agora só semana que vem.

Curiosidades do episódio:
• Apesar de demonstrar ser pouco religioso e às vezes adverso à religião a mãe do Chief era um Oráculo.
• O discurso de Adama que nos emociona no final do episódio e baseado em uma cena da peça “Henry V” (Henrique V) de Shakespeare aonde o rei Henrique motiva seu exército, em número inferior e desmotivado, a entrarem em batalha contra os franceses. Os ingleses vencem.

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03x02 - Battlestar Galactica - Precipice

Posted : 10 years, 7 months ago on 20 April 2007 05:04 (A review of Battlestar Galactica)

(texto em português)
Graças aos deuses chegou o dia do segundo episódio da terceira temporada, mas antes de começar o meu review quero comentar em off uma coisa da semana passada. Quem acompanha “The Office (US)” e Battlestar Galáctica deve ter adorado, pra quem não acompanha vou transcrever o que se passou.
Um dos personagens da série (Dwight) em um diálogo com um figurante
“Você assiste Battlestar Galactica?”
Após a resposta negativa com a cabeça do pobre coitado, Dwight desfere a frase:
“Então você é um idiota”
Brincadeiras a parte (espero que ninguém que não assista Battlestar Galactica se chateie) começo meu segundo review.
Precipício, nome melhor pro episódio impossível, depois de sermos tragados pela explosão no final da season premiere. Nos estados unidos eles tiveram a sorte de assistir os dois episódios em uma season premiere de 2h, aqui vamos ver os dois divididos com uma semana de diferença. Se isso foi ruim, acredito que não assim tivemos mais tempos pra nos questionar acerca do atentado terrorista que vimos no ultimo episódio.
Ataques suicidas, logo de cara vemos um debate entre a ex-presidente Roslin e o ex-presidente (já que sua presidência permanece apenas no papel) Gaius sobre o tema, existem limites? Uma Guerra, uma invasão de um planeta, a miséria, a fome, as mortes sem nenhuma razão, as prisões sem motivo na calada da noite, o toque de recolher, os estupros, as torturas, existe limites pra se reagir a esses absurdos?Bom Laura nos da à resposta
“Pessoas desesperadas tomam medidas desesperadas”.
Mas o final do debate é ainda melhor, Gaius fala pra Laura que espera que ela obedeça a sua consciência, algo que ele sempre fez, e escuta como resposta:
“Disso não tenho duvida”.
Fazendo o papel de advogado do diabo eu me pergunto por um lado se não seria valido prender alguém, mesmo sem acusações formais, pra tentarmos obter informações sobre terroristas, ou se seria válido os ataques terroristas como resposta as prisões?No final do texto eu espero chegar à resposta.
Logo depois o episodio nos põem frente a mais um dilema ético, humanos trabalhando junto (ou melhor, trabalhando para) os cylons. A Policia de Nova Caprica, mesmo após o atentado terrorista vai as ruas, mais obviamente vai mascarada, patrulhar de noite, com a cobertura de centuriões, prender cidadãos, tudo com a melhor das intenções com os mesmos da sua espécies, será? Após indagações de Jammer dizendo que conhece aquelas pessoas, Cylon Irmão Cavil rebate “São todos rebeldes” (e ele não esta falando do RBD) e alega que essas pessoas devem ser presas por conta disso. Mas e as provas? Os cylons não se importam com isso (a seqüência toda das prisões simulando uma filmagem noturna, com aquela imagem esverdeada foram um detalhe a parte no episodio). Alguma semelhança com algo ocorrido aqui mesmo no nosso Brasil?
Enquanto planejam o próximo ataque terrorista, Saul Tigh, Galen Tyrol e Samuel Anders se questionam sobre a validade dos atentados terroristas, o Coronel Tigh pretendia atacar o mercado público, mas pro azar dele o mesmo parece que será fechado, mas o Chief (Chefe) Tyrol não se conforma, dado o número de civis que seriam atingidos e pergunta de que lado eles estão e escuta uma frase que marca o episódio:
“Estamos do lado dos demônios, Chief. Somos homens maus e guardas do paraíso, mandados pela força da morte para espalhar devastações e destruição por onde formos.”
Alguma semelhança com alguém que vocês conheçam???É os roteiristas foram fundo em mostra o outro lado da moeda e não só a costumeira visão estadunidense dos conflitos.
Na seqüência do episódio entra em cena a filha de Kara “Starbuck” Thrace apresentada pelo cylon Leoben. Será ela filha mesmo ou será mais um joguete dos cylons? Não podemos afirmar nada. Mas que Leoben consegue despertar o sentido materno de Kara aos poucos isso ficou visível. Principalmente após a queda da menina na escada. Essa Kara passiva me incomoda um pouco, mas as cenas têm conseguido me convencer sobre essa atenuada na personalidade e no humor peculiar da personagem.
Mas a surpresa do episódio com certeza não foi essa, acho que vocês assim como eu, ficaram chocados com a decisão de Adama de confiar em Shanon “Agathon” a cylon casada com Helo. Adama decide mandá-la pra missão que pode salvar a raça humana ou extingui-la de vez, mas o trunfo de Adama é que por ser Cylon, Shanon pode facilmente ser confundida por outro de seus modelos, passando assim despercebida em meio aos outros modelos número oito. Durante o episódio eu pensei será agora que a cylon finalmente se revelara contra os humanos? Uma vez que Shanon que convenceu indiretamente (vimos no episódio anterior) Almirante Adama a voltar pra buscar o resto dos humanos. Mas não Shanon se mostrou de fato mais humana, apesar de ser cylon, que muito dos humanos. Por causa disso eu quero ver como ela vai reagir quando descobrir que a sua filha esta viva, mas não teremos resposta sobre essa questão tão cedo. A cena dela sendo nomeada Tenente e usando (novamente) o uniforme foi emocionante e achei extremamente merecido, apesar da irritação de Tigh ao saber da nomeação de Shanon posteriormente.
O importante disso é que essa decisão do Almirante serviu pra separar a frota, enquanto Adama pai vai tentar resgatar os sobreviventes de Nova Caprica, o Adama filho (Apollo) vai assegurar a sobrevivência da humanidade indo com as suas naves pra longe do conflito, em busca da Terra. Parece um bom plano e fiquei feliz, quem sabe agora o Lee não toma vergonha e emagrece um pouco.
Outra cena memorável desse episódio foi o debate entre Laura e Tigh sobre os homens bombas (tema recorrente nesse episódio) Laura diz que é errado e que eles devem parar, mas Tigh não convencido e malcriado como sempre rebate:
“Você está trabalhando para os cylons agora?”
e recebe da ex-presidente um belo de um tapa na cara (!!!).
Mas Tigh nem se importa, ele mesmo diz que coisas como essa agora não importam, tudo que ele quer é destruir os cylons, é criar um precipício pra quando Adama chegar os cylons estarem fora de posição, e como as explosões chamaram a atenção dos cylons ele não vai desistir delas. Relevante esse posicionamento de Tigh, desvalorizando algumas vidas humanas pra poder salvar outras, eu dependendo do caso sou adepto desse idéia também, mas nesse não concordo em nada com tigh, mas o melhor da cena foi a visão dele sobre Laura que foi muito perspicaz:
“Às vezes acho que você tem água congelada correndo nas suas veias, às vezes acho que você é apenas uma professorazinha ingênua”.
A cena entre a cylon Shanon Valerii, Boomer (a do tiro no Adama) e a cylon número Seis, Valerii aponta que as prisões efetuadas só causaram mais ressentimento e mais inimigos, mas Seis rebate que elas são necessárias pra que se mande um aviso pra que se pare com as bombas, aqui vemos o famoso bordão da Tostines como citaram nos comentários do último episódio (Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?) as bombas acontecem por conta da péssima postura dos cylons ao lidarem com os humanos ou a péssima postura dos cylons decorrem das bombas?
Depois de Jammer alertar cylon Boomer que Cally estava na detenção e esta se demonstrar propensa a ajudar, criei grande expectativa na cena entre Cally e Boomer, mas foi uma cena comum, esperava mais tensão por parte da cylon, uma vez que Cally que “matou” Boomer a bordo da Galactica, mas devido ao fato de Cally estar desesperada pra fugir ela tratou a cylon de forma branda, ao ver que ela não ia conseguir nada tratou a cylon como sempre. Mas confesso que esperava mais da cena, não que tenha sido ruim, mas foi mal explorada, vendo do aspecto da cylon.
Finalmente o episódio chega ao seu ápice em mais um atentado suicida, dessa vez uma mulher se explode dentro de uma estação de energia causando a morte de cylons e humanos (mas como diz Cavil “alguém se importa com essa parte”). O interessante dessa vez é que o debate se passa dentro da sala de Baltar, todos os cylons debatendo sobre o tema, Cavil como sempre exaltado desfere:
“(...) Ou aumentamos o controle, ou perdemos o controle (...)”.
e assim os cylons chegam à conclusão que esta na hora de medidas mais duras (!!!) para o desgosto da cylon Caprica e da cylon Boomer, apesar das suas outras copias serem a favor, assim os cylons forçam Baltar a assinar uma “lista de morte” de detentos, ou seja, autorizar uma execução.
Caprica tenta defender Gaius, falando pra não arrastarem ele pra seus pecados, mas D’Anna convenientemente relembra que Caprica foi o primeiro cylon a matar outro na história, pecado maior que matar alguém da própria não deve haver, mas o segundo atentado cylon contra cylon ocorre como vimos logo depois à negativa de Gaius, pois era óbvio, os cylons fariam tudo pra coagi-lo, com uma arma apontada pra cabeça por Aaron Doral, o cylon de número cinco, Baltar não se convenceu então Aaron chega a atirar na cabeça de Caprica para coagi-lo, e ele fraco como sempre, após uma visão com Caprica, finalmente cede e assina.
A questão da relevância da assinatura ou não dele no documento é levantada e respondida, os cylons estão ali como amigos do governo e não governando de fato, logo a assinatura de Gaius é imprescindível. Além disso, no aspecto religioso, sobre os cylons cometerem assassinato, a assinatura de Gaius ajuda como diz cylon Cavil:
“Essas ordens irão encobrir seus traseiros existenciais”
Pergunto-me quantas vezes isso deve ter acontecido no historia da humanidade, quantos presidentes sem autonomia foram coagidos e não detinham poder nenhum, seja com arma na cabeça como Gaius, seja com aviões voando seus paises, tanques nas suas fronteiras, mísseis mirando no seu território, fora os tantos outros que acham que tem poder e autonomia pra decidir algo, mas são totalmente manipulados pelo governo e economia alheia. Sobre as listas de morte falarei no final do texto.
Ellen Tigh e cylon Irmão Cavil, pressionada pelas ameaças de Cavil “tirar mais que um olho” de Tigh, Ellen resolve salvar o marido (depois de traí-lo fisicamente falando) e após trair toda humanidade roubando pra fornecer aos cylons o ponto de encontro entre a resistência e os que chegam da Galactica. Mais uma vez não consegui ter 100% de ódio da inescrupulosa e vadia Ellen, porém claro que não senti pena da mesma, mas não a odiei como habitualmente acontece. Claro que ao saírem dos Raptors e tentarem se encontrar com Anders a população da Galactica que desceu a Nova Caprica é recebida pelos centuriões graças a Ellen, nessa hora eu consegui odiar a cadela. E nesse pedaço tem uma ótima frase de Anders ao reencontrar Shanon “Agathon”, após a cylon dizer que é muito bom vê-lo, ouve como resposta:
“Engraçado, sinto que te vejo todos os dias”.
Chegando ao fim do episódio temos um dos maiores absurdos já cometidos pela humanidade botado em questão, o extermínio de população rebelde, a Polícia de Nova Caprica, prende todos cujo nome estava na lista e os leva pra um local não especificado para matá-los, dos nomes na lista reconhecemos Laura, Cally e o vice-presidente Tom Zarek (quanta ironia…um ex-terrorista morrendo executado como terrorista sem dessa vez ter nenhum envolvimento com os atentados (!!!)).
Por sorte o caminhão para pra deixar os prisioneiros descansarem um pouco, sorte (?) ou seria azar (?), Laura conversa com Zarek, questionada se tentou roubar nas últimas eleições Laura confirma as suspeitas do vice-presidente, ele ri e diz:
“Queria que tivesse conseguido”.
claro, presidente como Baltar existem muitos iguais, mas infelizmente o povo só percebe isso depois de eleger os mesmos. Jammer, talvez arrependido de ter entrado pra Polícia, tenta salvar Cally, solta suas amarras e manda ela correr, seu ato pode ter salvado a vida da mesma, uma vez que logo após, os centuriões aparecem para fuzilar todos, mostrando que a pausa do caminhão foi azar mesmo, eu tinha esperanças que a pausa tivesse sido devido a algum ataque da rebelião ou a alguma atitude de Baltar e que os cylons iam desistir da execução, quanta ilusão, só ouvimos os tiros ao longe enquanto Cally corre.
Assim encerra o meu segundo review, essa questão de prisões arbitrárias e penas sem julgamento, foi bem levantada pro Franz Kafka no seu livro “O Processo” quem nunca teve a oportunidade de ler vai ai a minha indicação. Formado em Direito Kafka parece usar bem da ausência dele neste livro, claro que o livro não se resume a isso e quem já leu outras obras de Kafka sabe como o mesmo constrói sua narrativa, no entanto essa temática é de grande relevância dentro do livro.
Sobre as perguntas levantadas dentro do episódio me sinto na obrigação de responder algumas. A resposta obvia acerca da validade dos atentados, da validade das prisões, e de quase todas as questões levantadas nesse episódio, é não eles não tem validade, afinal à morte de pessoas não é um preço justo a se pagar, porém muitos defendem o contrário. Eu acredito na vida humana acima de tudo, matar alguém seja como homem bomba, seja como modo de evitar uma rebelião, não leva a lugar nenhum, nesse caso os dois lados estão errados e os dois lados tem muito a perder, ao invés de levar adiante uma guerra sem sentido ambos podiam sentar e conversar e tentarem viver em consenso, caso isso não seja possível devia cada um seguir seu caminho e não interferir no modo de vida do outro, infelizmente isso é pedir demais pra Cylons e Humanos, assim como parece ser pedir demais nos conflitos existentes ao longo da história da humanidade, e principalmente nos conflitos atuais.
Curiosidade do episódio: (sempre que eu souber de algo eu tentarei compartilhar com vocês) Essa cena final do caminhão foi claramente inspirada numa cena similar do filme “A Grande Evasão” (The Great Escape - 1963) que trata da Segunda Guerra Mundial (!), ou seja, qualquer semelhança no episódio com a Segunda Guerra, isso obviamente inclui o Nazismo, não é mera coincidência.

publicado originalmente em : [Link removed - login to see]


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